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São Paulo recebe 1º Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional

Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional

O documento é fruto de uma construção coletiva que envolve o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comusan), a Câmara Intersecretarial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) e onze secretarias municipais
publicado  em 04/07/2016 14h51
Foto: Prefeitura de São Paulo

A cidade de São Paulo recebeu na última quarta-feira, 29, o lançamento do 1º Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (PLAMSAN). O evento foi realizado pela Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE) e contou com a participação de aproximadamente mil pessoas, representantes de diferentes segmentos da sociedade civil, de cooperativas da agricultura familiar e de entidades cadastradas no Banco de Alimentos da Prefeitura de São Paulo, que trabalham com assistência às famílias em situação de vulnerabilidade.

O documento é fruto de uma construção coletiva que envolve o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comusan), a Câmara Intersecretarial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) e onze secretarias municipais, que colaboraram para a construção de um diagnóstico da cidade, a partir das discussões realizadas na 6ª Conferência Municipal de SAN, em junho de 2015. O plano ainda passou por consulta pública, quando recebeu setenta e cinco propostas de ações.

Dividido em seis diretrizes, ele tem entre as principais ações promover o acesso à alimentação adequada e saudável para todos, assegurar melhores condições econômicas às famílias pobres, oferecer cursos para geração de renda, estruturar sistemas sustentáveis e descentralizados de produção agroecológica e estabelecer relações com organizações internacionais e cidades.

“Com esse lançamento provamos que é possível transformar propostas em realidade e mostrar que as mudanças não podem ficar somente no discurso. Estamos trabalhando a construção desse plano há bastante tempo e apresentando ações que, na prática, já acontecem desde 2013”, disse o secretário Artur Henrique ao destacar a importância de se construir, de forma conjunta, políticas públicas que assegurem e fortaleçam ações no município pelo combate à insegurança alimentar. “É muito importante trabalhar a gestão pública de forma integrada e articulada, devemos aprofundar isso cada vez mais, mas para essa construção coletiva ficar completa é preciso ouvir quem produz, ouvir as associações comunitárias, os indígenas, as comunidades tradicionais e aqui o papel do Comusan é fundamental”.

Composto por 42 conselheiros titulares, o Comusan tem 14 representantes do poder público municipal e 28 da sociedade civil, sendo migrantes, religiosos de matriz africana, agricultores e indígenas.

“São Paulo vem fazendo a diferença, vimos a preocupação com a segurança alimentar crescer nessa gestão e esse é um momento bastante marcante e significativo para nós. O plano é mais do que um documento, ele reúne todas as nossas lutas e ações pela soberania alimentar”, disse a presidente do Comusan, Christiane Costa.

Na esfera pública, além da SDTE, participaram da construção do plano as secretarias do Governo Municipal, de Coordenação das Subprefeituras, da Assistência e Desenvolvimento Social, da Saúde, da Educação, de Direitos Humanos e Cidadania, do Verde e Meio Ambiente, de Serviços, de Finanças e Desenvolvimento Econômico e Relações Internacionais e Federativas.

O evento foi realizado no Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional (Cresan), da Vila Maria, da Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional (Cosan) da Prefeitura de São Paulo.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

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