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Proibição da publicidade de alimentos dirigida às crianças é comemorada pelo INCA

publicado  em 04/04/2016 09h39

Uma boa notícia para o controle da obesidade infantil está sendo comemorada pelo INCA: no início do mês, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou indevida a publicidade de alimentos voltada ao público infantil atendendo ação civil pública proposta pelo Ministério Público Estadual de São Paulo contra campanha publicitária promovida por empresa em 2007, que oferecia relógios inspirados em personagens infantis, caso o consumidor adquirisse cinco pacotes de biscoitos e pagasse mais cinco reais. A denúncia ao MP foi feita pelo Instituto Alana, ONG que reúne projetos para a melhoria da qualidade de vida na infância.

“A publicidade de alimentos, em especial de produtos ultraprocessados (que contêm grande quantidade de gordura saturada e trans, açúcar e sódio), voltada para o público infantil, possui papel reconhecido entre as causas do desenvolvimento de excesso de peso nessa fase da vida", explica Maria Eduarda Melo, nutricionista da Unidade Técnica de Alimentação, Nutrição e Câncer do INCA.

Esses alimentos têm pouca quantidade de fibras e micronutrientes, além de apresentarem maior densidade energética (calorias por grama) do que alimentos frescos como frutas, legumes e verduras, grãos, entre outros. São consumidos excessivamente por serem práticos, portáteis, de longa validade e possuírem marketing agressivo com uso de personagens de desenhos infantis e celebridades.

“A obesidade infantil tem se tornado um problema de saúde pública, na medida em que sua prevalência vem aumentando ao longo das décadas", ressalta Luciana Maya, nutricionista da Unidade. “Na década de 1970, cerca de 10% das crianças estavam com excesso de peso. Hoje, já são de mais de 30%", completa.

A criança obesa tem maior probabilidade de se tornar um adulto obeso. A obesidade é um fator de risco para diferentes doenças crônicas não transmissíveis, como doença cardiovascular, diabetes e alguns tipos de câncer.

Para mais informações, leia, na íntegra, o comentário da Unidade Técnica de Alimentação, Nutrição e Câncer do INCA sobre a decisão do STJ.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (Inca)

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