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Pesquisadores iniciam no Inpa a criação da Rede Global em Segurança Alimentar

COMBATE À FOME

Na Amazônia, o desafio é gerar hábitos saudáveis de alimentação nas comunidades tradicionais e indígenas
publicado  em 13/04/2016 15h33

Como legado das olimpíadas no Rio de Janeiro, o Brasil está criando a Rede Global de Institutos de Pesquisa, Ensino e Extensão em Segurança Alimentar e Nutricional, que conta com a participação de especialistas de vários países. A abertura do evento aconteceu na manhã desta terça-feira (12), na sede do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI).

De acordo com a coordenadora geral de Pesquisa e Desenvolvimento da Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Sônia da Costa, é importante conhecer todos os fins nutricionais de uma boa alimentação das classes sociais. “Hoje temos um problema muito grave na saúde, a obesidade, que atinge todos os níveis sociais”, afirmou.

Ainda segundo Costa, a situação da segurança alimentar no Brasil é muito preocupante, em especial, nas regiões mais vulneráveis do país, o eixo Norte-Nordeste.

“Nós percebemos que muitas comunidades tradicionais que começaram a ter acesso aos produtos industrializados estão sofrendo com problemas de saúde. Nosso desafio é conhecer essas comunidades e resgatar os alimentos tradicionais e as culturas locais e, a partir disso, gerar hábitos saudáveis de alimentação, principalmente para as crianças”, contou a coordenadora.

A abertura do evento contou com a presença do diretor do Inpa, Luiz Renato de França; do Coordenador-Geral de Cooperação Humanitária e Combate à Fome, o ministro Milton Rondó Filho; do diretor do Departamento de Ações Regionais da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), Osório Coelho Neto; do representante do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Israel Ríos, e representando o Governo do Amazonas, Rene Levi.

Para o diretor do Inpa, Luiz Renato de França, é uma honra para o instituto receber um evento histórico que criará uma rede de soberania alimentar para o mundo. “A importância da segurança alimentar é muito maior do que se imagina. Há um contrate muito desigual no mundo. De um lado temos a obesidade e, de outro, a fome”, destacou o diretor.

O diretor também chamou a atenção para o desperdício de alimentos, que poderia servir para ser reutilizado na preparação de novas receitas ou até servir de adubo para as plantas. “O conhecimento tradicional dos povos da Amazônia traz muitos ensinamentos e colaborações de como usar corretamente os alimentos”, disse França.

O Encontro em Manaus reúne várias instituições de pesquisas em nível internacional em prol dos desafios de criar políticas públicas em Segurança Alimentar Nutricional (SAN) em diferentes regiões e continentes do planeta.

O evento continua nessa quarta-feira (13) com discussões sobre Tecnologias e Gestão Sustentável, Mecanismos de organizações e interação das redes nacionais, regionais e global, apresentação dos Biomas da Amazônia, Cerrado, Caatinga e Caribe. E ao final Para fechar, haverá a apresentação e aprovação da Carta de Manaus para criação da Rede Mundial em Segurança Alimentar.

Histórico

Durante as olimpíadas de Londres em 2012, o Brasil e Reino Unido fizeram um acordo para que fosse criada uma grande ação do Nutrition for Growth (Em português, Nutrição para o Crescimento). Hoje, essa ação, que visa reduzir a mortalidade infantil ocasionada pela fome e má alimentação, já conta com a participação de 94 países.

Fonte: INPA/MCTI


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