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Organização internacional pretende apoiar Brasil na luta contra obesidade

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Secretário nacional do MDS, Arnoldo de Campos recebeu Fundação Bloomberg para apresentar iniciativas do governo brasileiro que favorecem hábitos alimentares mais saudáveis
publicado  em 08/04/2016 15h25
Foto: Lea de Paula/MDS

Brasília – Com o objetivo de apoiar o Brasil no combate ao sobrepeso, à obesidade e aos problemas decorrentes da má alimentação, a Fundação Bloomberg, dos EUA, foi recebida nesta sexta-feira (8) no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos, discutiu estratégias e possibilidades de parcerias, principalmente relacionadas à sociedade civil e às universidades.

Campos apontou que, mesmo com a saída do país do Mapa Mundial da Fome, uma das prioridades do país ainda é focalizar as ações para garantir o aceso à alimentação adequada para famílias em insegurança alimentar. No entanto, o maior desafio é outro. “Hoje, o problema da obesidade é muito mais grave para o nosso país do que a fome.”

Dados do governo federal apontam que, atualmente, 57% da população brasileira adulta estão com excesso de peso e 21,3% dessas pessoas são obesas. Além disso, 72% das mortes no Brasil são ocasionadas por doenças crônicas não transmissíveis, como o câncer, o diabetes, que têm como uma das causas a má alimentação e o consumo de produtos ultraprocessados, ricos em açúcar, sal e gorduras.

Por isso, o secretário do MDS exaltou a importância de parcerias em campanhas e o apoio em iniciativas que regulamentam a publicidade e a oferta deste tipo de alimentos. “Podemos envolver os sistemas de educação, de assistência social e de saúde, que são vetores que o país tem para promover a alimentação saudável.”

“A agenda de segurança alimentar e nutricional não pode ser realizada sem parcerias”, afirmou Campos, ao destacar que o país também tem discutido o assunto com parceiros internacionais, como a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a Comunidade dos Estados Latino Americanos e Caribenhos (Celac).

A diretora de Programas de Saúde Pública da Fundação Bloomber, Kelly Henning, destacou os motivos pelos quais há interesse em apoiar o Brasil com parcerias técnicas e campanhas informativas. “O Brasil é um país gigantesco, o problema da obesidade está em crescimento, tem organizações muito boas da sociedade civil e o governo está engajado em ações de combate à má alimentação.”

O pesquisador da Universidade de São Paulo, Carlos Monteiro, também participou do encontro e defendeu a regulamentação da publicidade dos alimentos, principalmente aquela dirigida às crianças, além da regulação de preços e taxações dos alimentos não saudáveis. “Essa é uma agenda que irá encontrar muita resistência”, afirmou. “Se não tivéssemos feito a lição de casa, de reduzir a fome, a desnutrição grave, de garantir o acesso da população aos alimentos, não teríamos condições de discutir a regulamentação dos alimentos e da publicidade.”

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