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Dúvidas sobre agrotóxicos? Entenda mais

SEGURANÇA ALIMENTAR

O que diz o relatório sobre resíduos de agrotóxicos em alimentos e o que o consumidor pode fazer para garantir uma alimentação saudável
publicado  em 02/12/2016 20h00

A divulgação dos dados de monitoramento de agrotóxicos na última semana levantou perguntas sobre qual o real significado dos resultados e como o consumidor deve agir. Pela primeira vez o relatório trouxe a avaliação do risco da ingestão de resíduos de agrotóxicos em alimentos. Até os anos anteriores, a Anvisa divulgava as irregularidades encontradas, sem uma avaliação do risco que levasse em consideração outros fatores como o padrão de consumo do alimento.

Risco X Irregularidade

A nova metodologia adotada pela Anvisa é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e estima o risco do consumo de uma determinada quantidade de alimento que contenha resíduo de agrotóxico. Ou seja, ao invés de apenas contabilizar quantas amostras tinham irregularidades (uso não autorizado para a cultura, uso do agrotóxico acima da dose estabelecida na bula ou desrespeito ao período de carência entre o uso do agrotóxico e a colheita), o novo relatório apresenta a avaliação do risco agudo que considera o consumo de uma grande quantidade de determinado alimento contendo resíduo de agrotóxico em um período de 24 horas.

Esta forma de tratamento é a que tem sido adotada em países da Europa, nos EUA, no Canadá, entre outros.

As irregularidades apontam o número de amostras que não estavam no padrão definido pela regra. A avaliação do risco calcula a probabilidade de ocorrência de um evento adverso à saúde.

O que o consumidor pode fazer?

Com relação às atitudes do consumidor para minimizar sua exposição a resíduos de agrotóxicos, algums medidas são importantes para reduzir a exposição das pessoas aos resíduos de agrotóxicos.

  • Dê preferência aos alimentos rotulados, é um sinal do comprometimento do produtos com a qualidade do seu produto.

  • Prefira os alimentos da época. Os produtos da época tem cultivo mais fácil e exigem menos produtos químicos para se desenvolverem.

  • Lavar os alimentos em água corrente é importante para diminuir o nível de resíduos nas cascas de frutas e verduras.

  • O uso de uma solução com água sanitária não elimina os agrotóxicos, mas é importante para garantir a higiene do produto e eliminar germes e micróbios.

  • Consumir alimentos da sua região também é uma medida importante. Por causa da proximidade geográfica, este produtos, em geral, exigem o uso de menos produtos químicos para se manterem inteiros no transporte e na gôndola.

  • Se possível dê preferência aos produtos orgânicos ou da agroecologia.

No geral, os resultados do monitoramento de 12 mil amostras apontaram para um quadro de segurança no consumo das frutas e verduras no Brasil.

A OMS recomenda a ingestão diária de, pelo menos, 400 gramas de frutas e hortaliças, o que equivale ao consumo diário de cinco porções desses alimentos. No grupo, estão incluídas hortaliças cruas ou cozidas e frutas ou suco de frutas.

A Anvisa possui uma página com perguntas e respostas sobre o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alilmentos. Confira.

Leia a Nota de Esclarecimento sobre o monitoramento de agrotóxico

Em quais cultura podem ser utilizados os agrotóxicos no Brasil?

O registro de agrotóxicos no Brasil é feito pelo Ministério da Agricultura, porém a avaliaçao de risco para a saúde humana é feita pela Anvisa. Os ingrediente ativos de agrotóxicos com uso autorizado no país e os Limites Máximos de Resíduos (LMR) permitidos  são publicados pela Agência em documentos chamados Monografias Autorizadas. A avaliação da Agência considera tanto o aspecto da saúde do consumidor final, como do trabalhador rural, que é quem está mais exposto aos agrotóxicos.

Confira as Monografias Autorizadas para agrotóxicos no Brasil

Fonte: Anvisa

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