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Governo federal investiu R$ 96 bi em ações do Plano Nacional de Segurança Alimentar

Políticas públicas

Resultados foram apresentados nesta quarta-feira (7) no Encontro Nacional 5ª+2
publicado  em 07/03/2018 17h59
Foto: Clarice Castro/MDS

Brasília – O governo federal investiu, em 2017, R$ 96 bilhões em ações e programas para garantir a segurança alimentar e nutricional da população. Quase 90% dos recursos foram destinados ao Programa Bolsa Família e ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) – fundamentais para garantir o acesso da população mais pobre à alimentação. As ações integram o segundo Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan).

 Acesse aqui o balanço do Plansan

Os resultados do plano foram apresentados nesta quarta-feira (7) durante o Encontro Nacional 5ª+2. De acordo com a diretora de Estruturação e Integração dos Sistemas Públicos Agroalimentares do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Patrícia Gentil, depois de dois anos da elaboração do Plansan, o governo federal “está prestando contas à sociedade civil sobre os avanços conquistados no período”.

Além do reajuste no Bolsa Família, ela destacou a alimentação escolar, que atingiu mais de 40 milhões de pessoas, e a compra dos produtos da agricultura familiar por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Entre os desafios, a diretora apontou a má alimentação da população brasileira, considerada “o grande problema de saúde pública e de insegurança alimentar e nutricional”. “É um problema que não é somente da saúde, mas que está também relacionado à produção e ao acesso a alimentos mais saudáveis”.

A melhoria na rotulagem de alimentos e a discussão mais ampla sobre o comércio de alimentos no ambiente escolar, disse, também são outros temas essenciais para a garantia da segurança alimentar e nutricional da população.

Patrícia ressaltou a importância de o governo estar organizado – por meio da participação de 20 ministérios na Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) – para que os desafios sejam superados. Ela reforçou a participação da sociedade nesse processo. 

“A sociedade civil precisa estar engajada nas nossas lutas. É ela que traz toda a vida da comunidade, a vida local. E isso nos ajuda no controle social da nossa política e na definição de novas estratégias”.

Para o presidente do Conselho Estadual do Rio Grande do Norte e coordenador da Comissão de Presidentes de Conseas Estaduais, Jean Pierre Câmara, a revisão do Plansan é importante para garantir que toda a população tenha o direito humano à alimentação assegurado.

“É o momento de pensar novos arranjos e repactuar as metas, considerando o contexto em que vivemos. Mas devemos manter o tema de segurança alimentar e nutricional nas agendas dos Estados, dos municípios e da União”, apontou.

Encontro 5ª+2 – Promovido pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), o evento reúne, até esta quinta-feira (8), cerca de 300 participantes, entre representantes da sociedade civil e dos governos estaduais, municipais, federal e do Distrito Federal.

No encontro, estão sendo avaliadas as propostas apresentadas na 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, promovida em 2015. 

Saiba mais

O Plansan é um conjunto de 121 metas e 99 ações estruturadas a partir dos grandes desafios voltados aos hábitos alimentares da população brasileira. O documento foi elaborado a partir das deliberações da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e dos compromissos elencados no planejamento do Plano Plurianual (PPA 2016-2019).  

 

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