Você está aqui: Página Inicial > Notícias > 2017 > Setembro > Ministério da Saúde monitora a redução do sódio em alimentos processados

Notícias

Ministério da Saúde monitora a redução do sódio em alimentos processados

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Entenda como é feito o acompanhamento das ações e metas do Plano Nacional para Redução do Sódio em Alimentos Processados
publicado  em 19/09/2017 17h33

O Ministério da Saúde vem trabalhando em diferentes estratégias e frentes para reduzir o consumo de sal na alimentação dos brasileiros. Uma das ações desenvolvidas pela pasta é o Plano Nacional para Redução do Sódio em Alimentos Processados, composto por acordos voluntários com a indústria de alimentos que prevê termos de compromisso (TC), com metas para a redução dos teores de sódio em diferentes categorias de produtos.

Os TC’s incluem metas bianuais de forma gradual, voluntária e que consideram o desenvolvimento de novas tecnologias, formulações e a adaptação do paladar dos consumidores. As metas se aplicam a todos os produtos de cada categoria de alimentos e todas as empresas associadas às entidades do setor produtivo que assinaram o acordo.

Dessa maneira, são necessárias diferentes abordagens para alcançar um consumo adequado, que incluem a educação e informação à população em relação ao uso racional do sal e a escolhas alimentares mais saudáveis e ações voltadas para o setor produtivo de alimentos.

“A redução do sódio é voluntária. Isto é, não implica em medidas punitivas às empresas que ainda apresentam produtos em descumprimento ao que estabelece o Plano. Contudo, se identificamos que não foram alcançadas as metas pactuadas, o Ministério da Saúde as notifica por meio de ofício. Em geral, as instituições passam a adotar as medidas recomendadas”, explica João Salame, Diretor do DAB.

Os resultados foram positivos e mostraram que entre 2012 e 2016 houve redução de mais de 17 mil toneladas de sódio. De 1.962 produtos avaliados nos quatro termos de compromisso, 1.771 cumpriram as metas pactuadas (90,3%). Outro ponto que merece destaque é a redução nos teores médios de sódio em mais da metade das categorias de alimentos, variando de 8 a 34%.

“O monitoramento é realizado a partir do levantamento da rotulagem nutricional dos alimentos. Essa informação é coletada nos sites oficiais das empresas que assinaram o termo de compromisso com o Ministério da Saúde”, explica Michele Lessa de Oliveira, coordenadora-Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN) do Departamento de Atenção Básica (DAB). A equipe da CGAN é responsável pela coleta e análise das informações.

Foram assinados cinco termos de compromisso até o momento. Os acordos envolveram instituições do setor de alimentos, como a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA), a Associação Brasileira das Indústrias de Massa Alimentícias (ABIMA), a Associação Brasileira da Indústria de Trigo (ABITRIGO) e a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP), Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (ABIQ), a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (ABIPECS), o Sindicato da Indústria de Carnes de Derivados no Estado de São Paulo (SINDICARNES) e a União Brasileira de Avicultura (UBABEF).

Educação alimentar e nutricional

Ações educativas em alimentação e nutrição devem acontecer de maneira ampla. Nesse sentido, o MS vem trabalhando intensamente as mídias sociais com mensagens oriundas do guia alimentar, além de estar em discussão uma campanha mais ampla de alimentação saudável. Vale destacar também que há abordagens direcionadas para o ambiente escolar por meio do Programa Saúde na Escola, incluindo a temática nas diferentes disciplinas e trazendo informações nas capas dos materiais didáticos.

Para os profissionais da área, o Guia Alimentar se consolida como principal instrumento de orientação. Já foi adaptado e detalhado em materiais específicos para profissionais de saúde, educadores, estudantes e população em geral. Além disso, a promoção da alimentação saudável, orientada pelos princípios da publicação do MS, é tópico em todos os materiais produzidos para os profissionais da Atenção Básica.

Fonte: Ministério da Saúde