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“Diversidade de olhares é a maior virtude do Sisan”, diz presidenta do Consea

CONSEA

A fala foi feita na solenidade de abertura da Oficina Regional do Sisan no Nordeste, que está sendo realizado até esta sexta-feira (1/9), no Recife.
publicado  em 04/09/2017 17h02

“O Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional [Sisan] é um sistema complexo, mas que tem uma qualidade essencial, o poder de transformar a maneira como a política pública é feita no país”, disse nesta quinta-feira (31/8) a presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Elisabetta Recine. 

A fala foi feita na solenidade de abertura da Oficina Regional do Sisan no Nordeste, que está sendo realizado até esta sexta-feira (1/9), no Recife, envolvendo representantes de governos e sociedade civil dos nove estados da região. 

“No momento em que nós olhamos as nossas políticas públicas [de segurança alimentar e nutricional] com resultados tão benéficos, tão positivos, que levaram o país a um patamar de civilidade mínimo, isso é um resultado virtuoso da sociedade brasileira que em determinado momento ecoou para dentro do Estado brasileiro e começou a constituir um sistema, que é o Sisan”, afirmou. 

Segundo Elisabetta, o Sisan “é um sistema que tem como característica central a intersetorialidade, mas a intersetorialidade não só expressa para dentro do poder público, em termos de secretarias, setores de governo, mas traz para dentro do sistema a diversidade da sociedade brasileira”. 

“E quando traz para dentro do Estado brasileiro a diversidade, está trazendo diferentes visões, diferentes perspectivas, diferentes maneiras de solucionar os problemas”, argumentou. 

“Nós estamos na terceira oficina regional, já passamos pelo Sudeste, pelo Sul, agora e agora estamos aqui no Nordeste. Nessas [mesas de] aberturas eu começo destacando a importância de nós estarmos reunidos aqui, juntando tantos gestores, profissionais que trabalham na implementação [do Sisan], principalmente a sociedade civil, diferentes setores que compõem esse grande contingente de movimentos, de organizações que historicamente vêm defendendo políticas públicas que garantam, que caminhem no sentido da realização plena do direito humano à alimentação adequada”, disse ela. 

Segundo a presidenta do Consea, a diversidade “é a grande qualidade, a grande virtude, e uma oficina como essa é mais um passo para que isso se torne uma realidade, para que seja um sistema que tenha sentido, seja um sistema que atenda as necessidades da nossa população”. 

Elisabetta também defendeu “a parceria entre Consea e Caisan, seja no plano nacional, seja no estadual e no municipal, uma parceria que começa a virar realidade, uma parceria que é fundamental para que as políticas [públicas], os programas [sociais] alcancem seus objetivos, como a garantia da segurança alimentar e nutricional, na intersecção de objetivos, na pactuação de metas”. 

Na sua apresentação, Elisabetta destacou a alimentação adequada e saudável. “Nós precisamos, sim, de alimentos, mas nós não precisamos de ‘qualquer’ alimento. Nós precisamos de alimentos adequados e saudáveis, não só do ponto de vista nutricional, mas alimentos que sejam produzidos de maneira sustentável, que sejam benéficos e protejam o meio-ambiente, que gerem relações sociais e econômicas sustentáveis e que se dirijam à equidade. Então não é qualquer alimento, é um alimento que seja justo, que gere riqueza para todos, que gere igualdade, que gere equidade, que gere saúde e que gere a valorização do nosso patrimônio, da nossa cultura alimentar. Então é por isso que nos reunimos aqui”, completou. 

A Oficina do Sisan no Nordeste acontece no Recife nesta quinta e sexta-feira (31/8 e 01/9), reunindo representantes de governos e sociedade civil dos nove estados da região. Já foram realizadas, até o momento, duas oficinas. A primeira foi em São Paulo, para os estados do Sudeste, nos dias 29 e 30 de junho. A segunda ocorreu em Porto Alegre, nos dias 3 e 4 de agosto, para os estados do Sul. 

As outras duas oficinas serão realizadas em Manaus (AM), reunindo os estados do Norte, nos dias 14 e 15 de setembro; e em Campo Grande (MS), dias 28 e 29 de setembro, contemplando o Centro-Oeste. 

Entre os objetivos das oficinas estão o compartilhamento de experiências de mobilização social e de formulação de políticas públicas em segurança alimentar e nutricional; a promoção e a atualização sobre temas relevantes à consolidação do sistema; a valorização de iniciativas e o estímulo de ações nos estados e municípios. 

Os encontros são promovidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan), em parceria com a Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS), com apoio da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan). Nos estados anfitriões, as oficinas são apoiadas pelo Consea e pela Caisan local. 

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Fonte: Ascom/Consea 

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