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Oficina discute ausência de oferta de alimentos saudáveis no país

SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL

Encontro reúne pesquisadores para desenvolver metodologia que permita mapear os desertos alimentares. Objetivo é aprimorar políticas públicas de segurança alimentar e nutricional
publicado  em 16/11/2017 15h55
Foto: Clarice Castro/MDS

Brasília – Aprimorar as políticas públicas de segurança alimentar e nutricional a partir de um mapeamento da ausência de oferta e disponibilidade de alimentos saudáveis como frutas, verduras e hortaliças. Com este objetivo, a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), presidida pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), promove a Oficina de Trabalho sobre Desertos Alimentares no Brasil, em Brasília.

O encontro começou nesta quinta-feira (16), e conta com a participação de pesquisadores e gestores da área para desenvolver uma metodologia que permita mapear essas áreas em todo o país.

Para o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Caio Rocha, é fundamental reconhecer os espaços vazios de alimentos saudáveis para dar seguimento à política, que é uma das diretrizes do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan), vigente até 2019.

“Devemos ter um mapeamento de onde é necessário fazer os investimentos. Se existe um espaço onde não temos produtos saudáveis nem equipamentos públicos, precisamos mapeá-lo e, depois, priorizar essa área”, afirmou. “Essa ação nos apoiará no combate à insegurança alimentar e à desnutrição”.

De acordo com a presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Elisabetta Recine, a iniciativa vai ao encontro da demanda da sociedade civil de reestabelecer uma política nacional de abastecimento.

“Quando temos informações claras de como o abastecimento e a disponibilidade de alimentos saudáveis não estão presentes nos diversos territórios, podemos ter um planejamento estratégico para garantir o acesso da população. Isto é fundamental”, afirmou.

O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, lembrou que o Brasil é um dos países que assumiram compromissos na Década da Nutrição – ação proposta pela FAO para melhorar a alimentação da população. Ele ressaltou a importância de discutir uma metodologia que caracterize os desertos alimentares.

“De um lado temos um grande desperdício. Do outro, sobrepeso, obesidade e má alimentação. Estamos aqui para apoiar novas políticas nutricionais, especialmente que atinjam os mais vulneráveis”, destacou.

 Experiência internacional - Durante o encontro, a pesquisadora do Serviço de Pesquisas Econômicas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Shelly Ver Ploeg, apresentou a metodologia empregada para verificar a ausência de oferta de alimentos saudáveis.

A experiência norte-americana utilizou diversas bases de dados de iniciativas públicas e privada. Entre as diversas ações implementadas, eles construíram um atlas da oferta em todo o país e realizaram pesquisas para conhecer os hábitos alimentares das famílias. “Isto nos ajudou a focar nossos programas e definir as necessidades no acesso a uma alimentação de qualidade”.

A Oficina de Trabalho sobre Desertos Alimentares no Brasil prossegue até esta sexta-feira (17).

 *Por André Luiz Gomes

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