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Cisternas transformam realidade de famílias no Semiárido

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Governo federal reforça ações para o acesso à água de qualidade. Em 2017, serão investidos R$ 755 milhões na construção de 133 mil cisternas, açudes e outras tecnologias de armazenamento de água em 15 Estados
publicado  em 22/03/2017 15h11
Foto: Rafael Zart/MDSA

Brasília – A cearense de Quixeramobim, Sônia Cavalcante, de 37 anos, dá valor pra cada gota d’água que consegue armazenar na cisterna de 16 mil litros que ela recebeu do governo federal em janeiro deste ano. O reservatório ao lado da casa significa que ela não vai precisar mais caminhar três quilômetros todos os dias para conseguir água para cozinhar e beber. Quem já sofreu como ela não admite desperdício.

 “Você se sente aliviado por saber que não vai buscar, por saber que está pertinho da sua casa e que a qualquer momento que faltar água, você sabe onde buscar. E é muito importante você saber usar e ter a consciência de não gastar desnecessário. Não é porque está chovendo que você vai desperdiçar a água”, defende.

Neste Dia Mundial da Água, celebrado nesta quarta-feira (22), famílias como a da dona Sônia celebram a melhoria de vida que conquistaram com o acesso à água de qualidade. Para reforçar as ações, o governo federal investe R$ 755 milhões na construção de 133 mil cisternas, açudes e outras tecnologias de armazenamento de água em 15 Estados do Semiárido, da Amazônia e do Sul do país. Com o investimento, serão beneficiadas mais de 1 milhão de pessoas em 759 municípios.

Do total, R$ 250 milhões são recursos repatriados pelo governo federal graças à lei 13.254/2016. Outros R$ 255 milhões são procedentes da reativação de 40 convênios entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), os estados e os municípios. O restante – R$ 250 milhões – é do orçamento 2017.

O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, destaca que o investimento é uma resposta do governo federal ao sofrimento dos brasileiros que convivem com os efeitos da falta d’água.

 “A água é um insumo vital. Ela é a base de tudo para que o ser humano possa se manter vivo e também produzir alimentos. Esse período de seca é o pior da história. Por isso, o governo federal investe nas cisternas, meios para que as famílias do Semiárido, os agricultores e as escolas tenham o mínimo de abastecimento de água para sobreviver em melhores condições”, afirma.

O investimento também vai garantir que todas as escolas públicas rurais do sertão tenham uma cisterna. Até então, era comum a suspensão das aulas por falta d’água. Serão construídas 7 mil unidades.

Aumento da produção – Para o sertanejo José Océlio Almeida, de 54 anos, acostumado a plantar e a nem sempre colher, a cisterna trouxe qualidade de vida e segurança.

“A gente não tinha canteiro, não tinha verdura. Agora, já tem verdura, couve, alface. E é uma coisa segura. Está tendo chuva agora, mas se a chuva faltar a gente já tem onde botar dentro e depois aguar”, conta

Com as chuvas que já caíram no Ceará, ele conseguiu encher o reservatório com capacidade para 52 mil litros. Ele conta que a produção aumentou e a alimentação da família está melhor. Agora, o sonho é garantir renda com a venda da produção.

“O sonho é plantar um bocado de bananeira e todo tipo de verdura pro cabra olhar e dizer ‘vixe, ali tem um oásis no meio do Nordeste’. O cabra vai olhar e se admirar.”

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Saiba mais
O Programa Cisternas tem como objetivo a promoção do acesso à água para o consumo humano e para a produção de alimentos, o que garante a segurança alimentar e nutricional das famílias mais pobres. A iniciativa é executada pelo MDSA em parceria com os governos estaduais e municipais, consórcios públicos municipais e organizações da sociedade civil.

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