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Secretário do MDS visita comunidade beneficiária do Programa Cisternas no RN

SEGURANÇA ALIMENTAR

Caio Rocha e a diretora de Infraestrutura e Sustentabilidade do BNDES, Marilene Ramos, conheceram o assentamento rural Ilha do Canto de Cima em São Miguel do Gostoso
publicado  em 14/07/2017 18h29

São Miguel do Gostoso (RN) – O secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Caio Rocha, visitou, nesta sexta-feira (14), uma comunidade beneficiária do Programa Cisternas e de bancos de sementes em São Miguel do Gostoso (RN).

“As cisternas e o banco de sementes mostram a articulação, a organização, a mobilização e a diversificação das nossas políticas sociais. Uma comunidade organizada é uma comunidade que cresce e busca maior acesso aos programas”, destacou.

Caio Rocha e a diretora de Infraestrutura e Sustentabilidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Marilene Ramos, conheceram o assentamento rural Ilha do Canto de Cima.

Durante a visita, Marilene Ramos disse que é inaceitável que em pleno século XXI “as pessoas ainda morram de sede”. “É possível ajudar a pequena economia e resolver necessidades seculares que o país tem. O BNDES quer ajudar com soluções efetivas, que de fato levem melhor qualidade de vida para a população”.

No assentamento, desapropriado pelo poder público em 2006, vivem 49 famílias. Cada uma delas possui uma cisterna (para consumo humano) construída pelo MDS. Em 20 terrenos, com recursos do BNDES, foram construídas tecnologias sociais de acesso à água para o cultivo de frutas, legumes e verduras.

Uma das moradoras mais antigas da região, Maria Targino, mais conhecida como dona Mariquinha, de 79 anos, falou sobre os efeitos positivos da implementação de cisternas na vida dos habitantes do local.

Orgulhosa, ela mostrou as diferentes culturas que possui no quintal de sua casa. Em cima da mesa da varanda, fez uma pequena exposição dos produtos: feijão, mandioca, milho, caju, goiaba, coentro, entre outros. Ela é quem cuida do roçado da família.

Desde que as cisternas chegaram, dona Mariquinha não precisa mais pegar a charrete para ir aos poços de água da chuva para suprir as necessidades da casa, da horta e dos animais.

“A cisterna é uma bênção, uma tranquilidade para mim. Agora fica perto das minhas plantas, posso molhá-las com facilidade. Até aumentei a área que cultivo”, contou.

A comunidade também possui um banco de sementes, uma pequena sala instalada na associação de moradores do povoado. O banco – em funcionamento há um ano – distribuiu insumos pela primeira vez. Quem se beneficiou de um saco de fava, milho ou feijão (as três culturas disponíveis) deverá devolver o dobro da quantidade após a colheita. O Programa Banco Comunitário de Sementes Crioulas do MDS beneficia 12,8 mil famílias rurais que atuam em 600 bancos – 40 deles financiados pelo BNDES.

Além de visitar as cisternas da dona Mariquinha e o banco de sementes do assentamento, os representantes do ministério e do BNDES conheceram também a casa de farinha que funciona no local. Os moradores organizaram ainda uma feira agroecológica em frente à sede da associação local.

Investimento – Em todo o Semiárido, o Programa Cisternas já construiu 877 mil cisternas para consumo humano, 143 mil tecnologias sociais para produção de alimentos e 4 mil cisternas escolares.

Para aliviar o sofrimento das famílias que vivem as dificuldades causadas pela escassez de água, o governo federal está investindo, só em 2017, R$ 755 milhões na construção de 133 mil cisternas e outras tecnologias em todo o país.

Informações sobre os programas do MDS:
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