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GT de Mudanças Climáticas define agroecologia como estratégia para enfrentamento dos impactos ambientais

POLÍTICAS PÚBLICAS

publicado  em 11/12/2017 16h41
Fonte: Cristiano Welaski

Enchentes, geadas e secas atingem a sociedade e a produção de milhares de agricultores pelo mundo. A fim de definirem medidas que fomentem o enfrentamento e mitigação dos impactos dessas situações no campo, os órgãos oficiais de agricultura familiar de cada país do Mercosul se reuniram com representantes das organizações da agricultura familiar para consensuar os encaminhamentos do Grupo Temático (GT) de Mudanças Climáticas e Gestão de Riscos que serão apresentados à plenária no último dia do evento (8).

Duas ações estratégicas foram definidas como prioritárias para o GT. De acordo com o Ponto Focal do Brasil no GT, Ticiana Imbroisi, a primeira é uma recomendação de políticas públicas para a agricultura familiar. A segunda remete-se ao investimento na estruturação e no fortalecimento de construção de capacidades. "Sobre a recomendação de políticas públicas, definimos alguns eixos prioritários de trabalho, como a produção sustentável; a gestão de recursos climáticos, e a recuperação de recursos naturais."

Ticiana explica qual será a estratégia abordada pelo grupo para a construção de capacidades. "Queremos envolver os principais atores no processo de compreensão dos desafios que são impostos pelas mudanças climáticas. Visando a implementação e a construção de políticas públicas para a agricultura familiar."

A agricultura familiar é responsável por 70% da produção dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. Uma das estratégias que foi apontada como possibilidade de ferramenta para o enfrentamento das mudanças climáticas, é a prática agroecológica. Para o  coordenador-geral de Agroecologia e de Produção Sustentável da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), Marco Pavarino, essa temática é a diretriz de todo o GT.

Pavarino adiciona que a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) declarou recentemente que um dos elementos mais importantes para o enfrentamento de mudanças climáticas é a agroecologia. "A adoção da agroecologia como diretriz para os sistemas sustentáveis da agricultura como um todo, especialmente agricultura familiar, que tem mais condições de adotar a agroecologia nos seus sistemas produtivos é o que irá comandar o grupo."

A apicultora familiar uruguaiana, Cecília Paseyro, comenta que o Grupo foi um dos primeiros temas que surgiu na Reaf. E que na sua criação, o foco era trabalhar como um seguro para os agricultores. "Com o passar do tempo, o foco foi mudando, porque os temas ambientais entraram também no GT, e se tornou muito relevante o tema da água, como um direito aos trabalhadores rurais. Outro ponto relevante é a temática de agroecologia e sementes, o acesso às sementes crioulas."

Para a plenária nesta sexta-feira (8), Paseyro acredita que o GT já está maduro para apresentar uma recomendação ao GMC sobre Agroecologia. "Estamos tratando do assunto desde a XX Reaf. Acreditamos que conseguimos acabar com os estudos necessários da temática, fizemos comparações de políticas públicas, e entendemos que é a solução para as mudanças climáticas, pelo menos uma delas. Então nessa última Reaf discutimos como fazemos uma recomendação sobre esse tema", conclui.

Fonte: Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário

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