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Forças no Esporte é oportunidade de vida melhor para jovens no Rio de Janeiro

DESENVOLVIMENTO SOCIAL

Graças ao programa, Letícia Côrtes, de 15 anos, sonha com um futuro mais promissor
publicado  em 14/12/2017 15h39
Exibir carrossel de imagens Fotos: Rafael Zart/MDS

Rio de Janeiro – Todos os dias, Letícia Luíza Côrtes, de 15 anos, arruma com carinho o uniforme da luta olímpica. A paixão pelo esporte tem pouco tempo – começou há apenas dois anos quando ela entrou para o Programa Forças no Esporte (Profesp). 

Desenvolvida pelo Ministério da Defesa, com o apoio das Forças Armadas, e em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Social e do Esporte, a iniciativa vem mudando a história de jovens em todo o país. São 23 mil crianças e adolescentes que, no turno contrário ao da escola, praticam esportes. O programa garante ainda duas refeições diárias com alimentos produzidos pela agricultura familiar. 

Moradora da comunidade Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, Letícia frequentava as atividades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Carlos Drummond de Andrade. Lá, descobriu que as atividades do Forças no Esporte aconteciam bem pertinho da sua casa, no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), da Marinha.

“A assistente social me convenceu a ir para o Cefan. Não sabia que essa luta existia. Quando comecei a vir para a Marinha, fazia o levantamento de peso. Com o tempo, eu fui me firmando e acabei trocando de esporte”, conta.

As duas medalhas conquistadas – prata no Campeonato Estadual Cadete e Junior de Wrestling e bronze no Campeonato Brasileiro Cadete – comprovam a dedicação da jovem ao esporte. Relata que, na escola, eram poucos os que acreditavam no sucesso dela.

“No começo, meus colegas de turma diziam que eu não ia conseguir nada, que eu era muito fraca, muito frágil. Eu falei que um dia eles iriam me ver lá em cima do pódio. Agora, muitos querem entrar no programa.”

A mãe de Letícia, Patrícia Alves da Silva, de 41 anos, lembra que ficou surpresa e também preocupada com a novidade da filha. “Falei: que luta é essa Letícia? Então ela contou que era uma luta greco-romana. Quando o tenente me convidou para ver o campeonato, foi uma coisa surreal. Fiquei muito feliz; estou assim radiante”.

Segundo ela, o programa mudou a vida da filha e trouxe alegria para toda a família em um período difícil. “Isso foi uma porta aberta, um salto na vida dela e na nossa. Ver um filho participando de um projeto como esse foi tudo para mim. Quem mora na comunidade sabe do que eu estou dizendo”.

A atleta agora sonha com uma vida melhor para a família. Para Letícia, o Forças no Esporte trouxe a oportunidade de conhecer uma profissão e ter um futuro muito mais promissor.  “O Profesp é tudo. Foi através dele que dei orgulho pra minha mãe e minha família. E o meu sonho mesmo é ser a primeira mulher fuzileira naval do Brasil”.

Futuro – Para oferecer mais oportunidades a jovens como Letícia, o governo federal está reforçando o Forças no Esporte por meio do Programa Emergencial de Ações Sociais para o Rio de Janeiro. O foco é atrair jovens que estão em risco social para uma atividade no turno contrário da escola e, assim, retirá-los do caminho da violência e dos riscos das ruas.

Além do Forças no Esporte, a rede socioassistencial do Estado também será ampliada. Os Centros de Referência de Assistência Social, Centros de Referência Especializado de Assistência Social e Centros POP terão um reforço de R$ 42 milhões do MDS.

Para o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, o importante é inspirar os jovens e mostrar que existe outro caminho. A partir do atendimento às famílias que vivem em áreas críticas, a meta é reduzir o nível de violência e resgatar a cidadania das comunidades.

“As ações vão ajudar a reduzir a violência no seio da juventude. Experiências, como o Forças no Esporte, mostram para esses meninos que outro mundo é possível. Eles terão a chance de desenvolver suas potencialidades físicas e intelectuais”.

O programa inclui um pacote de ações nas áreas de justiça, educação, esporte e direitos humanos. Os beneficiários devem estar inseridos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, preferencialmente atendidos pelo Bolsa Família. A expectativa é atender 50 mil crianças e adolescentes de 6 a 17 anos das áreas dos Complexos do Lins de Vasconcelos, Alemão, Penha, Maré, Chapadão-Pedreira, Cidade de Deus e Vila Kennedy, Rocinha, Baixada Fluminense e Salgueiro, em São Gonçalo.

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Forças no Esporte – Rio de Janeiro


*Por Pamela Santos

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