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Alimentação adequada e saudável aumenta a imunidade e pode prevenir doenças

SAÚDE

publicado  em 11/12/2017 16h38

A alimentação adequada e saudável é um direito humano básico que envolve a garantia ao acesso permanente e regular, de forma socialmente justa, a uma prática alimentar adequada aos aspectos biológicos e sociais do indivíduo. A alimentação saudável proporciona o sentimento de pertencimento social das pessoas, com a sensação de autonomia, ou seja, redescobrir novas formas de colocar à mesa alimentos saudáveis, de preparar sua própria refeição, com o prazer propiciado pela alimentação e, consequentemente, com o seu estado de bem-estar. 

A escolha saudável diz respeito à ingestão de alimentos que possuem sua composição nutricional balanceada, mas também, a como os alimentos são combinados entre si e preparados, a características do modo de comer e às dimensões culturais e sociais das práticas alimentares.

O que você come influencia sua saúde, reflete em sua imunidade, diminui as chances de ficar doente e ajuda na recuperação mais rapidamente. O sistema imunológico do nosso corpo tem uma série de reações bioquímicas que dependem de minerais específicos, vitaminas e aminoácidos. Uma dieta pobre e incompleta pode não oferecer os nutrientes necessários e as células de defesa de nosso corpo acabam ficando menos eficientes.

Fabiana Nalon. Foto: Karina Zambrana/MS

"Quando falamos de uma alimentação saudável, precisamos pontuar que isso significa também variedade", alerta Fabiana Nalon (foto), mestre em nutrição humana pela Universidade de Brasília (UnB). "Não existe um alimento perfeito. A pessoa diz que come fruta, mas se for somente banana e mamão não resolve, pois existem alguns minerais e nutrientes que só vão ser encontrados na pera, na maçã ou na casca de outra fruta. Então, quanto mais variada e colorida a alimentação, maiores as chances de ter um sistema imunológico bem preparado", acrescenta. "Se a pessoa come alface todos os dias e acha que come verdura, está errado. Isso não serve completamente ao propósito. O ideal é procurar, por exemplo, uma folha mais escura, um alimento in natura vermelho ou laranja, como rúcula, maçã, tomate, beterraba, abóbora e outros. O ideal é ter um prato sempre colorido, mas variado ao longo dos dias".

Recuperação e prevenção

Se a pessoa já está doente, com uma alguma infecção e com a imunidade baixa, o alerta é ainda maior em relação à alimentação. "Nesses momentos os médicos podem passar alguns complementos nutricionais, como o uso da vitamina C, mas isso não quer dizer que a pessoa deve descuidar da alimentação, mesmo que o apetite esteja em baixa", aponta a nutricionista. 

Por que basear a alimentação em uma grande variedade de alimentos in natura ou minimamente processados?

Alimentos de origem vegetal costumam ser boas fontes de fibras e de vários nutrientes e geralmente têm menos calorias por grama do que os de origem animal.

Alimentos de origem animal são boas fontes de proteínas e da maioria das vitaminas e minerais de que necessitamos.

Com a complementação de pequenas quantidades de alimentos de origem animal, combinações de alimentos de origem vegetal – vários tipos de grãos, raízes, tubérculos, farinhas, legumes, verduras, frutas e castanhas – constituem base excelente para uma alimentação nutricionalmente balanceada, saborosa e culturalmente apropriada.

Já os alimentos ultraprocessados têm composição nutricional desbalanceada, pois são habitualmente ricos em gorduras, açúcares e sódio, favorecendo o desenvolvimento de doenças do coração, diabetes e vários tipos de câncer, além de contribuir para aumentar o risco de deficiências nutricionais. Por isso, a recomendação é evitar alimentos ultraprocessados. Os bons hábitos alimentares funcionam como fator protetor se adotados ao longo da vida.

Guia Alimentar
Conheça o Guia Alimentar Para a População Brasileira, uma publicação do Ministério da Saúde que  Reforça que uma alimentação adequada e saudável precisa ser balanceada, deve priorizar os alimentos in natura e minimamente processados, bem como preparações culinárias feitas com esses alimentos, e limitar o consumo de alimentos ultraprocessados. 

As recomendações do Guia consideram as circunstâncias que envolvem o ato de comer, valorizando a maior interação social e o prazer que a alimentação proporciona. 

Fonte: Ministério da Saúde

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