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O Bolsa Família não estimula os mais pobres a terem mais filhos

publicado  em 01/07/2015 16h42

Nos 10 primeiros anos de existência do Bolsa Família, o número médio de filhos nas famílias mais pobres do país caiu mais do que a média brasileira. Entre 2003 e 2013, enquanto o número de filhos até 14 anos caía 10,7% no Brasil, as famílias 20% mais pobres do país — faixa da população que coincide com o público beneficiário do programa de complementação de renda — registraram uma queda mais intensa: 15,7%. No Nordeste, a redução foi ainda maior, chegando a 26,4% no período analisado. Esses resultados, divulgados em 2015, têm como base dados colhidos nas sucessivas edições da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE.

O capítulo 14 do livro Programa Bolsa Família: uma década de inclusão e cidadania apresenta um trabalho de dois professores da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, do IBGE, que analisa as taxas de fecundidade no Brasil, tendo como pano de fundo a criação do Bolsa Família e seus possíveis impactos. O estudo conclui, entre outros pontos, que o desenho do programa não teve efeitos práticos no aumento da fecundidade entre a população atendida.