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O Bolsa Família contribui para as famílias melhorarem suas condições de saúde

publicado  em 01/07/2015 16h46

A cada semestre, mais de 9 milhões de famílias beneficiárias são acompanhadas na saúde, e as informações sobre esse atendimento são registradas no Sistema Bolsa Família na Saúde, do Ministério da Saúde. As crianças menores de 7 anos são vacinadas de acordo com o calendário oficial — mais de 5 milhões de meninos e meninas recebem as vacinas em dia. Nas consultas de crescimento e desenvolvimento, as crianças ainda são pesadas e medidas. As gestantes beneficiárias identificadas no sistema fazem o pré-natal e, desde 2012, aumentou em cerca de 60% o percentual de mulheres que começaram o pré-natal antes até o 3º mês da gravidez, o que traz mais saúde para a mãe e o bebê.

Estudo publicado em maio de 2013, na revista The Lancet, indica que municípios com cobertura do Programa Bolsa Família alta e consolidada — aliada a uma boa estratégica de atendimento na área da saúde — têm mortalidade infantil quase 20% menor do que municípios com cobertura baixa e mesmo perfil socioeconômico. Quando se observam causas específicas, essa diferença é ainda maior. Municípios com alta cobertura do Bolsa Família têm mortalidade infantil por diarreia 53% menor e por desnutrição 65% menor que municípios com cobertura baixa e mesmo perfil. Um artigo sobre esta pesquisa, intitulado Efeitos do Programa Bolsa Família sobre a mortalidade em crianças: uma análise dos municípios brasileiros, está disponível no capítulo 15 do livro Programa Bolsa Família: uma década de inclusão e cidadania.

O déficit de estatura média das crianças beneficiárias acompanhadas nas condicionalidades de saúde caiu pela metade (51%) em quatro anos, no período de 2008 a 2012. A queda foi verificada em pesquisa do Ministério da Saúde, que acompanhou 360 mil crianças ao longo de cinco anos seguidos. Em 2012, os meninos de 60 meses de idade alcançaram altura média de 108,6 cm, enquanto as meninas chegaram a 107,9 cm. A altura média vem crescendo a cada ano e aproxima os beneficiários da referência da Organização Mundial da saúde (OMS), que é de 110 cm e 109,4 cm, respectivamente. A altura é um dos indicadores utilizados para medir a desnutrição crônica.

No fim de 2014, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou que o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU, um relatório desenvolvido pela própria FAO, pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA). Conjugado a outras políticas públicas, o Programa Bolsa Família foi citado como uma das iniciativas que contribuíram efetivamente para esse resultado.