Você está aqui: Página Inicial > Área de imprensa > Rádio > Comunidade indígena recebe primeira visita do Criança Feliz

Comunidade indígena recebe primeira visita do Criança Feliz

publicado  em 31/07/2017 18h03
Agência MDS - Release Radio - 31/07/2017 - Comunidade indígena recebe primeira visita do Criança Feliz

 

LOC: As roupas são especiais, a pintura dos corpos mostra que a tribo se preparou pra festa, a aldeia dança ao som de cantos tradicionais./

Foi assim que os índios de etnia Xerente receberam os visitadores do Criança Feliz./ Às margens do Rio Tocantins, a comunidade é uma das primeiras no Brasil a receber as visitas do programa./ A aldeia fica a 100 quilômetros de Palmas, capital do Tocantins, na área rural do município de Tocantínia./ O português não é a língua principal, mas isso não é uma barreira para que os profissionais do programa orientem as famílias sobre como estimular o desenvolvimento dos filhos./

A primeira visita foi na casa da Juliana Xerente./ Sentada em um banco de madeira, ela ouviu com atenção as orientações, aprendeu que coisas simples, como cantar para as crianças e brincar com elas, fazem uma diferença enorme para o futuro dos filhos./ A visitadora vai explicando tudo em akwẽ, o idioma falado na comunidade./

Juliana é mãe da Larisse, de 11 anos, do Sisdakrã, de 7, e da Dandara, de apenas 2 anos./ Ela não costuma brincar muito com as crianças – falta tempo para dar atenção aos pequenos./ Com as orientações da visitadora, um fruto típico da região e alguns pedaços de capim podem se transformar em uma brincadeira divertida e estimulante para a caçula./ A mãe conta, em português, que a visita domiciliar do Criança Feliz ainda é algo novo, mas que está feliz em saber que pode mudar a realidade dos filhos para melhor a partir de pequenas atitudes./

Sonora: Juliana Xerente – indígena


LOC: Para a visitadora do Criança Feliz Elisabete da Silva, acompanhar o desenvolvimento das crianças indígenas é especial./ É que ela também pertence à etnia Xerente e conhece bem a realidade de cada família que será atendida./ Formada em filosofia, há cinco anos deixou a cidade e voltou a morar na Aldeia Porteira para estar mais perto de seu povo./ Ao falar sobre o Criança Feliz, a visitadora tem um largo sorriso estampado no rosto./ O sentimento é de orgulho./ Elisabete diz que o programa irá trazer muitas mudanças, em pouco tempo, para todas as comunidades indígenas atendidas.//

Sonora: Elisabete da Silva Xerente – visitadora


LOC: O município de Tocantínia soma 86 aldeias, onde vivem 3.338 indígenas./ Na Aldeia Porteira, duas gestantes, uma criança que recebe o Benefício de Prestação Continuada, o BPC, e 13 crianças de 0 a 3 anos que recebem o Bolsa Família serão atendidas pelo Criança Feliz./ As visitas domiciliares na aldeia servirão como modelo para os atendimentos a povos e comunidades tradicionais em outras regiões do país./ A coordenadora estadual do Criança Feliz, Katilvânia Guedes, explica que o atendimento aos indígenas é diferenciado: respeita a cultura destes povos, adaptando as melhores técnicas de estímulo aos costumes locais./

Sonora: Katilvânia Guedes – coordenadora estadual


LOC: Além do Tocantins, as visitas do Criança Feliz já chegaram a Sergipe, nos municípios de Pacatuba e Maruim./ O programa tem como ponto central a visitação domiciliar./ Nos encontros, técnicos capacitados orientam os pais sobre a maneira adequada de estimular o desenvolvimento dos filhos, principalmente nos primeiros mil dias de vida./ A intenção é fazer com que as crianças cheguem à escola com melhores condições de aprendizado, estudem mais e tenham mais chances de vencer a pobreza./ Serão acompanhadas pelo programa as crianças beneficiárias do Bolsa Família até os três anos de idade e aquelas que recebem o Benefício de Prestação Continuada, o BPC, até os seis anos./ Até agora, 2.547 municípios aderiram ao programa em todo o país. //

Reportagem, Carolina Graziadei