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Venezuelanos são acolhidos e recomeçam a vida no Brasil

publicado  em 21/11/2018 15h43
Agência MDS - Release Radio - 13/03/2018 - Bolsa Família registra melhor resultado no acompanhamento da condicionalidade de saúde

 


LOC: Começar a vida do zero em outro país não é nada fácil. Mas a venezuelana Jormary Valero, de 22 anos, está vencendo esse desafio. Há 3 meses, ela foi contratada como recepcionista na Bali Veículos, concessionária de Brasília, e conseguiu alugar uma casa onde mora agora com o marido, a filha de 4 anos e o irmão, no Paranoá, região administrativa do Distrito Federal.

Depois de viajar 5 dias de ônibus, vindo de Portuguesa, na Venezuela, para Boa Vista, em Roraima, Jormary e a família passaram dias difíceis dormindo na rua, até irem para um dos abrigos do governo federal na cidade. Após 8 meses em Boa Vista, a família finalmente conseguiu a oportunidade de ser transferida para Brasília, em uma das etapas de interiorização dos imigrantes.

Jormary diz que a vida está melhorando aos poucos e conta que uma das principais conquistas foi a sua contratação.

SONORA JORMARY VALERO

LOC: Brasília recebeu 50 venezuelanos no processo de interiorização dos imigrantes. Gilmenson José Espinosa, de 42 anos, também trouxe a família toda para a cidade e, segundo ele, finalmente, os momentos difíceis da travessia ficaram para trás. Trabalhador de uma petrolífera venezuelana por 7 anos, agora atua como mecânico de automóveis na Bali./ 

SONORA GIMENSON JOSÉ ESPINOSA

LOC: O diretor da concessionária de Brasília, Hildelmar Antônio Fernandez, ressalta que ficou emocionado ao ver que sua equipe acolheu muito bem os novos colegas./

SONORA HILDELMAR ANTÔNIO FERNANDEZ – DIRETOR DA BALI

LOC: O Ministério do Desenvolvimento Social apoia a Operação Acolhida, iniciativa do governo federal que recebe os venezuelanos no Brasil. O órgão é responsável pela gestão de todos os abrigos e coordenação do subcomitê que atua no processo de transferência dos imigrantes das cidades de fronteira para outros estados brasileiros.

Segundo a assessora especial de Assuntos de Imigração do MDS, Niusarete Lima, os resultados dessa interiorização têm sido surpreendentes: dos venezuelanos que participaram do processo, cerca de 30 a 40% já trabalham com emprego formal e mais de 50% deles em vagas informais./

SONORA NIUSARETE LIMA – ASSESSORA PARA ASSUNTOS DE MIGRAÇÕES DO MDS

LOC: Até agora, cerca de 3 mil venezuelanos foram acolhidos em 23 municípios dos seguintes Estados: Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal.

A ação conta com o apoio do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, da Organização Internacional para as Migrações, do Fundo de População das Nações Unidas e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. //

Reportagem, Pamela Santos