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Imigrantes venezuelanos LGBTI recebem apoio para inclusão no Brasil

publicado  em 16/11/2018 09h38
Agência MDS - Release Radio - 15/11/2018 - Imigrantes venezuelanos LGBTI recebem apoio para inclusão no Brasil

 

LOC: Milhares de imigrantes venezuelanos chegaram ao Brasil nos últimos meses em busca de melhores condições de vida./ Nos esforços para acolher essas pessoas, o governo brasileiro vem realizando um processo de interiorização que envolve o preparo dos abrigos, a mobilização da comunidade e do poder público, além do trabalho realizado pelos Centros de Referência de Assistência Social, CRAS, e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social, CREAS, para garantir os direitos dessa população./ As dificuldades enfrentadas por quem chega ao país, na maioria das vezes sem dinheiro ou ter onde ficar, são enormes.

Para a população LGBTI - Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros e Intersexuais - o desafio é ainda maior./ É preciso vencer o preconceito para conseguir trabalho e recomeçar a vida./ Mas com a articulação dos Cras e Creas em várias partes do país, as dificuldades vão sendo superadas./ Segundo o Presidente da Aliança Nacional LGBTI, Tony Reis, cento e vinte e cinco empresas já oferecem emprego para essa população em 12 estados brasileiros./

SONORA Tony Reis- Presidente Aliança Nacional LGBTI

LOC:Na cidade do Rio de Janeiro, com apoio dos CRAS e CREAS, o Grupo Arco Íris de orientação de gêneros está cadastrando pessoas transexuais, travestis e intersexuais para trabalho em empresas privadas. Cláudio Nascimento, coordenador do grupo, pede para que mais empresas façam parte da iniciativa./

SONORA Cláudio Nascimento- Coordenador do Grupo Arco Íris

LOC:Ainda em fase de adaptação, imigrantes buscam oportunidades de emprego e contam com a ajuda das equipes formadas pelos CRAS e entidades de assistência social nas cidades gaúchas de Canoas, Cachoeirinha, Esteio, Chapada e Porto Alegre. Esses municípios receberam mais de 700 imigrantes, dentro do projeto de interiorização do governo federal./

A articulação também busca a inclusão dos imigrantes negros./ A Coordenadora Estadual da Igualdade Étnico Racial, Tânia Regina Neves de Paula, afirma que os imigrantes recebem capacitação profissional, que está sendo oferecida em parceria com empresas./

SONORA: Tania Regina Neves de Paula- Coordenadora Estadual da Igualdade Étnico Racial

LOC:O município de Chapada, no Rio Grande do Sul, recebeu cinquenta e dois imigrantes, entre os quais quatro pessoas homossexuais. Todos estão empregados. O secretário municipal de Assistência Social do município, Gustavo Sturmer, comemora o avanço. Segundo ele, a meta agora é oferecer melhores condições de vidas e essas pessoas.

SONORA: Gustavo Sturmer- Secretário Municipal de Assistência Social de Chapada/RS

LOC:Neste ano, o Ministério do Desenvolvimento Social está trabalhando na revisão de algumas ferramentas para garantir os direitos para a população LGBTI. Entre os avanços estão a incorporação do nome social e o respeito à orientação de gênero e sexual dos transexuais e travestis.

No processo de interiorização dos imigrantes venezuelanos, a política nacional é garantir acesso ao emprego para todos, sem preconceitos. A transexual Ludmila Santiago, coordenadora do Núcleo de Apoio à Vida dos Travestis e Transexuais do Distrito Federal, comemora a mobilização./

SONORA: Ludmila Santiago- Coordenadora da Associação do Núcleo de Apoio e Valorização à Vida dos Travestis e Transexuais do DF

LOC:A Agência da ONU para Refugiados, ACNUR, em parceria com o Centro de Ensino Técnico Profissionalizante de Manaus, está oferecendo capacitação para refugiados LGBTI para atuarem em áreas de estética, auxiliar administrativo, auxiliar de cozinha e confeitaria. Com o certificado em mãos, os venezuelanos serão indicados para vagas disponibilizadas por empresários nos estados que estão participando da recepção aos imigrantes.

Reportagem, Roberto Rodrigues