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Atendimento do Criança Feliz a quilombolas e ribeirinhos respeita a cultura local

publicado  em 04/07/2018 16h30
Agência MDS - Release Radio - 13/03/2018 - Bolsa Família registra melhor resultado no acompanhamento da condicionalidade de saúde

 

LOC: Na casa de Cleide dos Santos Nascimento, a vida está melhorando. Sempre ocupada com os afazeres domésticos e com a roça, ela tinha pouco tempo para cuidar dos filhos. Mas há quase um ano essa realidade vem se transformando, desde que a família começou a ser acompanhada pelo Criança Feliz. Cleide mora no Quilombo Passagem Comprida, em Bom Jesus, cidade com pouco mais de 9 mil habitantes, no agreste do Rio Grande do Norte. Mãe de três crianças, seu filho mais novo, Janilson dos Santos de 2 anos, é quem recebe as visitas do programa, sob o olhar atento dos outros irmãos.

Acostumada com a vida na roça, tudo é novidade para a dona de casa. Ela conta que a visitadora ensina exercícios com cantigas de roda, cores e orienta até tarefas de casa para que Cleide cante e estimule mais o desenvolvimento dos pequenos. A quilombola explica que o Criança Feliz permitiu que ela ficasse mais próxima dos filhos./

SONORA DA QUILOMBOLA CLEIDE DOS SANTOS NASCIMENTO

LOC: O trabalho do Criança Feliz possibilitou também o resgate da cultura da família de Cleide. Três outras famílias do Quilombo Passagem Comprida fazem parte do Criança Feliz. Segundo a supervisora do programa no município de Bom Jesus, Roseane dos Santos, além de orientações sobre estímulos para as crianças, as visitadoras trabalham com as famílias para que elas resgatem os costumes de seus pais e avós./

SONORA SUPERVISORA ROSEANE DOS SANTOS SILVA

LOC: Com o foco nas visitas domiciliares, que agora completam um ano, o Criança Feliz está atendendo mais de 311 mil crianças e grávidas por todo o país em cerca de 2.140 munícipios. O papel do visitador é essencial. É ele quem traça um diagnóstico de toda a família. A ribeirinha Auderlene de Nazaré Alves, de 34 anos, é um exemplo de beneficiária que recebe o atendimento integral do Criança Feliz. Ela mora em Careiro da Várzea, no Amazonas, onde 95% do município fica numa região de várzea, dificultando o acesso a serviços públicos básicos. O menor dos cinco filhos, Carlos Guilherme Alves, de 2 anos, é quem participa da iniciativa do governo federal.

Auderlene afirma que com as visitas domiciliares está dando mais atenção aos meninos. A ribeirinha até voltou a estudar, graças à ajuda da equipe do Criança Feliz que a encaminhou a uma escola com Educação de Jovens e Adultos, o EJA./

SONORA AUDERLENE DE NAZARÉ ALVES

LOC: Para a secretária nacional substituta de Promoção do Desenvolvimento Humano, Ely Harasawa, ter um visitador que conheça a fundo a comunidade na qual ele está atuando é muito importante para uma abordagem adequada às necessidades das famílias./

SONORA SECRETÁRIA NACIONAL SUBSTITUTA DE PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO - ELY HARASAWA

LOC: Mais de 13 mil visitadores fazem parte do Criança Feliz. Semanalmente, eles atendem crianças de até 3 anos beneficiárias do programa Bolsa Família, e de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada, o BPC. As orientações repassadas auxiliam os pais a estimularem o desenvolvimento dos seus filhos já nos primeiros anos de vida, contribuindo para que eles cheguem à escola com melhores condições de aprendizado e tenham oportunidades de uma vida melhor.//

Reportagem, Pamela Santos