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Famílias acolhem crianças afastadas dos pais e evitam que elas fiquem em abrigos

publicado  em 12/07/2017 15h52
Agência MDS - Release Radio - 12/07/2017 -Famílias acolhem crianças afastadas dos pais e evitam que elas fiquem em abrigos

 

LOC: Na casa do José Carlos da Silva sempre tem espaço e carinho pra acolher quem precisa. / Casado e pai de dois filhos, o empresário transformou a rotina da família ao receber crianças que foram afastadas do convívio familiar por medidas de proteção./ Em sete anos, dois meninos e cinco meninas receberam amor, carinho e afeto durante o período em que moraram com eles. Depois, as crianças voltaram para suas famílias de origem ou foram adotadas./ A Laura, de apenas 2 meses e meio, foi a última delas./ O acolhimento é temporário e, no início, foi difícil lidar com a despedida./ Agora habituada à experiência, a família já está na fila à espera da próxima criança./

Sonora José Carlos da Silva – empresário


LOC: José Carlos faz parte do Programa “Sapeca”, que há mais de 20 anos encaminha crianças para acolhimento em Campinas, São Paulo./ A secretária municipal de Assistência Social e Segurança Alimentar, Jane Valente, explica que o foco é proporcionar para a criança um ambiente saudável, enquanto a família de origem é atendida pelo serviço de assistência social.//

Sonora Jane Valente - secretária de assistência social e segurança alimentar de Campinas


LOC: Dados de 2016 apontam que, no Brasil, 522 municípios já oferecem o serviço de acolhimento, 1.837 crianças e adolescentes são atendidas e 2.341 famílias estão aptas para fazer o acolhimento./ Até 2018, o governo federal quer zerar o número de crianças entre 0 e 6 anos em abrigos./ Para isso, o Ministério do Desenvolvimento Social vem promovendo oficinas voltadas para a sensibilização dos governos estaduais e municipais, sociedade civil e o Poder Judiciário sobre a importância da iniciativa./ De acordo com o ministro Osmar Terra, a intenção é estimular as prefeituras a ampliar o serviço de acolhimento./

Sonora Osmar Terra – ministro do Desenvolvimento Social


LOC: Há cerca de 25 dias, é a família da Josiane Ludtke, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, que está passando por essa experiência./ Ela e o marido são pais de duas adolescentes e o desejo de aumentar a família sempre esteve presente./ Embora não possa mais engravidar, Josiane teve o seu sonho realizado ao ingressar no programa Apadrinhamento Afetivo./ Agora ela cuida da pequena Isadora, de três meses, com toda dedicação./

Sonora Josiane Ludtke - dona de casa


LOC: Para participar do programa Família Acolhedora, os interessados devem procurar as prefeituras ou o Centro de Referência de Assistência Social, o CRAS mais próximo./ As famílias passam por avaliação e treinamento e caso se atendam às exigências, podem acolher uma criança por vez, exceto quando forem um grupo de irmãos, no período entre seis meses até dois anos./ A Família Acolhedora deve assumir os cuidados com educação e atendimento à saúde e recebe uma ajuda de custo.//

Reportagem, Carolina Graziadei