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Criança Feliz - Experiências nacionais e internacionais de atenção à primeira infância

publicado  em 10/10/2016 00h00

REP: Com o programa Criança Feliz - iniciativa lançada pelo governo federal - até 2018, cerca 4 milhões de crianças devem ser acompanhadas durante os primeiros anos de vida. 

No Rio Grande do Sul, uma inciativa semelhante ao programa tem atingido resultados positivos. Desde 2003, o programa Primeira Infância Melhor (PIM) tem ajudado a transformar a realidade de crianças pobres e em vulnerabilidade social com visitas domiciliares semanais. Atualmente, 51 mil crianças, com até 6 anos de idade, estão sendo atendidas em 243 municípios gaúchos. 

De acordo com a coordenadora-geral do programa Primeira Infância Melhor, Gisele Mariuze da Silva, além de trabalhar a questão do desenvolvimento infantil e do acesso a serviços, o programa tem o objetivo de fortalecer o vínculo familiar. 

TEC SONORA 1 – Giseli Mariuze da Silva
3’36 – 4’07 - Primeiro, a gente sempre procura a promoção do desenvolvimento infantil a partir do protagonismo familiar. Tornar essas famílias autossuficientes e protagonistas dos cuidados. Nós trabalhamos muito a questão da autoestima e o fator principal é a quebra de um ciclo da pobreza, da violência. 

REP: Estados e municípios que já promovem ações de desenvolvimento infantil por meio de visitas domiciliares terão apoio financeiro do Programa Criança Feliz para fortalecer suas estratégias. É o caso de Boa Vista, em Roraima, com o Família Que Acolhe, que atende 15 mil crianças do Bolsa Família até os seis anos de idade. No programa, as famílias têm acesso a pediatras, fonoaudiólogos e orientações sobre os cuidados durante a gravidez e com o bebê. Além disso, as crianças têm vaga garantida em creches e escolas municipais. A coordenadora do programa em Boa Vista, Andreia Neres, destaca os principais resultados da ação. 

TEC SONORA 2 – Andreia Neres
1’49 – 3’33 - Na área de saúde, já conseguimos aumentar o número de pré-natais sendo realizados, porque a partir do momento que temos esse acompanhamento mais próximo dessas famílias, a gente consegue criar uma conscientização maior sobre o cuidado com a criança e o acesso a esses serviços de saúde. Na educação conseguimos resultados muito importantes, especialmente a leitura desde o berço e a partir daí consigam um desenvolvimento melhor e na área de desenvolvimento social, a partir do momento que conseguimos acompanhar essa participação das mães no programa, conseguimos identificar algumas situações de vulnerabilidade mais crítico e consegue dar um acompanhamento maior. 

REP: A atenção à primeira infância também é alvo de políticas no exterior. Nos Estados Unidos, o Head Start Program e o Early Head Start, apoiam o desenvolvimento mental, social e emocional das crianças do nascimento até cinco anos de idade. Já no Chile, o Chile Crece Contigo é um sistema integral de proteção às crianças e às famílias mais vulneráveis. 

De Brasília, RAndré Luiz Gomes