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Agricultura familiar tem papel central para garantir a segurança alimentar da população

publicado  em 19/10/2016 00h00

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A agricultura familiar tem papel central para garantir a segurança alimentar da população./ Este foi um dos destaques do evento realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a FAO, em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação./ O ministro Osmar Terra reforçou que, vencida a fome no país, a preocupação agora é com o sobrepeso e com a obesidade da população./ Terra apresentou as ações do governo federal que estimulam uma alimentação adequada pela população e a produção de alimentos saudáveis pela agricultura familiar./ 

Son: Osmar Terra – ministro do desenvolvimento social e agrário
“O ministério tem toda esta parte de segurança alimentar, que trabalha com a parte social, mas que é responsável também pelas politicas nesta área e por fim, destacamos a agenda de promoção da alimentação saudável para que possamos enfrentar a questão do sobrepeso e da obesidade que hoje tá matando e tá criando muito mais problemas de saúde do que a fome que diminuiu ao longo desses anos.” 

“A agricultura familiar ela é hoje responsável pela maior parte do alimento que tá na nossa mesa, do consumo interno do Brasil, então nós queremos fortalecer isto, inclusive colocando órgãos públicos, ministérios, quartéis, escolas técnicas, tudo que for possível ser trabalhado na direção de comprar o alimento que vai para estas instituições serem produzidos pela agricultura familiar.” 


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Um das ações que ajudam no enfrentamento dos problemas causados pela má alimentação é o Programa de Aquisição de Alimentos./ Com o PAA, o ministério do Desenvolvimento Social e Agrário compra a produção dos agricultores familiares e distribui para pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional./ O programa melhora o mercado para os pequenos produtores./ Desde o ano passado, pelo menos 30 por cento dos alimentos comprados por 
órgãos da administração pública federal devem vir da agricultura familiar./ Isso estimula a permanência das famílias no campo, produzindo comida saudável./ Outra ação importante é o programa Cisternas, que leva água para beber e produzir à população que sofre com a seca./ Os efeitos do clima na agricultura e na alimentação também foram tema das discussões./ O representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, destacou que boas práticas na agricultura precisam ser compartilhadas e aperfeiçoadas para garantir a produção de alimentos./ 

Sonora Alan Bojanic
“Pela grande preocupação que temos com relação a ameaça que os eventos climáticos extremos estão produzindo na agricultura; temos muitas perdas de produção e de produtividade, por exemplo, o tema da seca no nordeste já temos 5 anos mas também é uma preocupação legitima que temos que abordar... mas podemos enfrentar as mudanças climáticas, está em nossas mãos reduzir a emissão de gases no efeito estufa, produzir tecnologias e adaptarmos uma nova agricultura mais sustentável, então eu acho que é um tema de muita atualidade (...)e portanto é uma boa oportunidade pra justamente reencaminhar e desenvolver boas praticas par aa agricultura e os sistemas alimentares.” 


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No evento, também foi lançada a campanha #SemDesperdício, uma iniciativa da FAO, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da WWF Brasil./ A ação quer alertar os consumidores sobre os efeitos negativos do desperdício de alimentos para o meio ambiente, o orçamento familiar e a segurança alimentar. 

De Brasília, Carolina Graziadei

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