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Fórum em Brasília discute alternativas de tratamento para dependentes químicos

O secretário nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas, Quirino Cordeiro, apresentou mudanças para a área com nova legislação do governo federal
publicado  em 11/09/2019 19h26
Foto: Clarice Castro

Brasília - Representantes da sociedade civil, de comunidades terapêuticas e do governo do Distrito Federal estão reunidos para discutir ações para avançar no tratamento e na reinserção social de dependentes químicos. Com o objetivo de apresentar as alterações na legislação nacional voltada para o setor, o secretário nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas, Quirino Cordeiro, participou, nesta quarta-feira (11), do III Fórum sobre Dependência Química, realizado em Brasília.

A Nova Política Nacional Sobre Drogas, lançada em abril deste ano, e a Lei Sobre Drogas, sancionada em junho pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, foram temas da palestra ministrada pelo secretário do Ministério da Cidadania. Ele destacou que entre as modificações, as normativas reconhecem o trabalho das comunidades terapêuticas. Além disso, torna mais rígida as ações contra o tráfico de drogas e prevê a internação involuntária de usuários para desintoxicação.

Quirino Cordeiro apontou a necessidade da aproximação com as comunidades terapêuticas, que são uma das principais parceiras no cuidado, na reinserção social e de recuperação das pessoas com dependência química. “Por isso, é importante estarmos juntos para trocar experiências, identificarmos eventuais problemas, para que possamos superá-los e fortalecer muito mais o nosso trabalho conjunto. Só assim conseguiremos oferecer um trabalho de melhor qualidade para as pessoas com dependência química”, afirmou o secretário.

De acordo com o presidente da Confederação Nacional de Comunidades Terapêuticas, Alberto Calmon, a atuação do governo federal em apoio às entidades, no tratamento e na reinserção social, é um estímulo ao trabalho já desempenhado nas unidades em todo o País. “É um momento muito importante, mas também de muita responsabilidade para as comunidades terapêuticas, porque não é somente o governo fazer a oferta e regulamentar, mas também as comunidades têm que fazer a sua parte, tem que se estruturar, se capacitar, ter resultados, eficácia no acolhimento, na recuperação”, ressaltou.

O coordenador da Pastoral da Sobriedade na Arquidiocese de Brasília, Gildo Alves de Souza, ficou entusiasmado com a palestra do secretário Quirino Cordeiro por ver que o governo federal tem estimulado o tratamento nas comunidades terapêuticas por meio da abstinência. “Sabemos que isso vai alcançar muitos dependentes que estão tentando sair do vício e às vezes não sabem por onde começar. Quando vemos o governo trazer essa política nova, de combater e fazer a pessoa entender que quando a dependência se instala, deve seguir o caminho da abstinência, ficamos contentes porque é mais uma porta que se abre”, disse.

Nos últimos meses, a Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas já se reuniu com representantes de governos, de entidades e de comunidades terapêuticas em 15 estados e no Distrito Federal para alinhar ações de acolhimento, tratamento e prevenção ao uso de drogas. Foram eles: Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Roraima e São Paulo.

Saiba Mais
A Política Nacional Sobre Drogas é desenvolvida em conjunto pelos ministérios da Cidadania, Saúde, Justiça e Segurança Pública, e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. A pasta da Cidadania é responsável pelo tratamento de dependentes químicos com foco na estratégia da abstinência dos usuários. Atualmente, a Pasta financia cerca de 11 mil vagas em comunidades terapêuticas – quantidade quatro vezes maior do que a do ano anterior.

Por André Luiz Gomes

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania

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