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Estrangeiros conhecem abordagem para moradores em situação de rua no Distrito Federal

CIDADANIA

Representantes de cinco países acompanharam serviços e visitaram estruturas para pessoas em situação de vulnerabilidade social
publicado  em 10/09/2019 20h02
Foto: Clara Angeleas

Brasília/DF - Uma comitiva formada por representantes de seis países da América Latina conheceu nesta terça-feira (10) o trabalho de acolhimento e atendimento à população em situação de rua realizado no Distrito Federal. O grupo faz parte da Missão Red Calle, uma iniciativa da União Europeia para estimular países a desenvolverem políticas públicas mais eficientes voltadas à população de rua. A programação faz parte do seminário realizado ao longo desta semana no Brasil.

A primeira visita foi feita ao restaurante comunitário de Ceilândia, cidade administrativa do DF, localizada a 26 quilômetros de Brasília. O local oferece refeições saudáveis a preços acessíveis às famílias de baixa renda. Depois, a comitiva conheceu o serviço de acolhimento temporário para idosos em situação de rua na cidade de Taguatinga, vizinha a Ceilândia. Muitos dos abrigados sofrem por abandono, violência, migração ou falta de moradia e emprego. É o caso de Welington Oliveira, de 63 anos. Desempregado e com problemas de saúde, ele encontrou no local um ambiente adequado para passar pelo momento de dificuldade em que vive. “É o lugar que me dá um suporte, tem um atendimento bom, lugar para dormir, alimentação, tudo”, afirmou.

Morando na rua e grávida de oito meses, Fernanda de Jesus é atendida no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) de Taguatinga - uma das 227 unidades mantidas pelo Ministério da Cidadania no País. O local oferece atendimento individual e de convívio para incentivar a autonomia e a participação desse público na sociedade. Para Fernanda, o espaço é um lugar de apoio. “Eu passo o dia, não penso em drogas, não penso em bebidas, durmo, me alimento e depois sigo meu destino”, relatou.

Ver a prática do serviço oferecido no Brasil foi uma experiência considerada enriquecedora por membros da Colômbia, Paraguai, Uruguai, Chile e Costa Rica. “Chamou a atenção o trabalho em conjunto realizado por várias esferas de governo para atender às demandas da população”, destacou a representante do Instituto Mixto de Ayuda Social da Costa Rica, Eluria Lorena Peters.

A subsecretária de Assistência Social do Distrito Federal, Daniella Jinkings, enfatizou a importância do encontro para um trabalho a ser realizado de forma mais articulada com outros países. “Acho muito importante a soma de esforços e saber como os serviços são realizados em outros lugares”, disse.

Dados do Cadastro Único para Programas Sociais mostram que cerca de 137 mil pessoas em situação de rua recebem benefícios do governo federal no Brasil. Para a diretora de Proteção Social Especial no Ministério da Cidadania, Maria Yvelonia Barbosa, o encontro da Red Calle também foi uma oportunidade para fortalecer os laços com os outros países e fortalecer os serviços oferecidos à população. “É com essa união, com essa participação de vários atores sociais que nós podemos conseguir estratégias eficientes para enfrentar essa situação”, concluiu.
Até o fim da semana, a comitiva ainda visitará espaços de acolhimento e de atendimento à população em situação de rua em São Paulo, capital, e em Fortaleza, no Ceará.

Centros POP – As unidades podem ser acessadas de forma espontânea pela pessoa em situação de rua, a qualquer momento. Quem for encaminhado pelo Serviço Especializado em Abordagem Social, ou por outros serviços da assistência social, política pública e órgãos do Sistema Judiciário tem direito aos serviços oferecidos pelo governo. São contemplados jovens, adultos, idosos e famílias que utilizam as ruas como espaço de moradia e sobrevivência. Contudo, crianças e adolescentes podem ser atendidos somente quando estiverem acompanhados de familiar ou pessoa responsável.

*Por Diego Queijo

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania

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