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Ações de prevenção a casos de suicídio e automutilação são debatidas no Rio de Janeiro

SETEMBRO AMARELO

Secretário Quirino Cordeiro participou de encontro da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais nesta sexta-feira (20)
publicado  em 20/09/2019 19h15
Fotos: Thiago Lontra

Brasília – Ações de prevenção a casos de suicídio e automutilação foram discutidas nesta sexta-feira (20), no Rio de Janeiro, entre o secretário nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas do Ministério da Cidadania, Quirino Cordeiro, e deputados estaduais da região Sudeste. Promovido pela União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), o encontro ocorreu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 11 mil pessoas tiram a própria vida no Brasil por ano. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) investiga causas e aponta que o uso de drogas é o segundo maior fator de risco entre os casos de suicídio no Brasil – perdendo somente para transtornos de humor. Segundo o secretário, uma mudança na política nacional do setor veio em um momento apropriado. “A estimativa é que 25% das pessoas que morrem por suicídio no Brasil apresentem dependência química. Por conta disso, publicamos a nova Política Nacional sobre Drogas e a nova Lei sobre Drogas, que promovem mudanças principalmente em relação ao tratamento”, afirmou.

As alterações que Cordeiro indica estão relacionadas ao fortalecimento das comunidades terapêuticas no acolhimento e na reinserção social dos dependentes químicos. Nesse sentido, o governo quadruplicou a quantidade de vagas para tratamento de dependentes químicos ofertadas em comunidades terapêuticas, atingindo o financiamento de quase 11 mil postos. Além disso, o Ministério da Cidadania tem promovido capacitações para os profissionais que atuam nas entidades, com o objetivo de ofertar um tratamento mais efetivo.

Durante o evento, o secretário nacional lembrou a lei que instituiu Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, de autoria do ministro da Cidadania, Osmar Terra, e sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. De acordo com a legislação, é obrigatória a notificação dos casos de automutilação e suicídio por escolas e estabelecimentos de saúde, por exemplo. Uma abordagem adequada às famílias, a sensibilização e a articulação intersetorial também são iniciativas propostas pela lei.

Cordeiro aponta os benefícios da lei para a gestão federal: “Isso é importante para que as unidades públicas brasileiras possam ter uma ideia mais precisa do cenário relacionado ao suicídio no Brasil, para que busquem organizar ações mais efetivas para o enfrentamento deste grave problema que tem assolado o Brasil nesses últimos 15 anos”. Além disso, o Ministério da Cidadania tem se aproximado de entidades que atuam na prevenção ao suicídio, como a Associação Brasileira de Psiquiatra (ABP) – com quem assinou parceria em torno da Campanha Setembro Amarelo – e o Centro de Valorização da Vida (CVV).

Agenda - Na quinta-feira (20), em Sertãozinho (SP), o secretário Quirino Cordeiro participou do II Congresso de Políticas sobre Álcool e Drogas (CONPSAD), promovido pela Pastoral da Sobriedade. Lá, ele apresentou as ações que o Ministério vem desempenhando na área de prevenção, de cuidados e de reinserção social. Em São Paulo, 70 comunidades terapêuticas recebem financiamento federal para ofertar 1.669 vagas.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania

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