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Criança Feliz promove desenvolvimento por meio da ludicidade na região Sudeste

ESPECIAL

Na semana em que se comemora o Dia das Crianças, série de matérias sobre o programa apresenta relatos que fazem uma grande diferença. De São Paulo, contamos a história de Sulamita e do filho Samuel, de um ano e quatro meses
publicado  em 07/10/2019 14h52
Foto: Mauro Vieira

São Paulo (SP) - Os pais sempre sonham com um bom futuro para os filhos. A melhor maneira de transformar esse sonho em realidade é estimular o desenvolvimento da criança desde o início da vida. É isso que o Criança Feliz está fazendo. Na semana em que se comemora o Dia das Crianças, o Ministério da Cidadania mostra que o programa do governo federal apresenta bons resultados em todas as regiões do país.

No Sudeste, São Paulo é uma das cidades onde o Criança Feliz faz a diferença. A dona de casa Sulamita Alves tem cinco filhos, mora na comunidade Baracela, Zona Norte da capital e aceitou participar. “Disseram que seria bom para o meu filho mais novo, o Samuel, desenvolver e até aprender algumas coisas antes de ir para a creche. Então, eu aceitei”, relembra Sulamita. Toda terça-feira, os visitadores Raimunda Vianna Neta e Antonio Cesar Marques passam orientações de atividades que a mãe executa durante a semana.

Samuel tem 1 ano e 4 meses. No início da visita, ainda tímido, encosta a cabeça no ombro da mãe em busca de proteção. Em pouco tempo, no entanto, já está se divertindo com o tablet sensorial criado pela equipe. O brinquedo é feito de material reciclado, como lã, lixa, corda trançada, palito de picolé, papelão, bexiga, arroz e feijão. O menino passa a mão, o pé, e identifica cores e texturas. Cada dia é uma novidade, tanto para a mãe quanto para o filho. “A gente acha que já viu de tudo, mas todos os dias ele me surpreende com algum gesto, alguma arte nova”, conta a mãe.

Sulamita acredita no trabalho do programa por ver resultados. Samuel nasceu prematuro, quando ela ainda estava no sétimo mês de gestação. Desde então, a mãe cultiva certa apreensão quanto à saúde e a capacidade de aprendizagem do filho. “Ele era bem pequenininho e eu via um pouco de dificuldade nele até para engatinhar. Aí comecei a fazer o exercício passado pelos visitadores em casa e achei que ele se desenvolveu muito. Hoje em dia, não para mais. Já fico até meio doida com ele”, brinca, entre risos. Nas palavras dela, o menino é inteligente, carinhoso e consegue cativar as pessoas facilmente. “Ele faz coisas que os irmãos mais velhos na mesma idade não faziam, como andar de motoca para a frente, para trás, para os lados, abrir portas”, exemplifica. Os pequenos avanços são suficientes para manter acesa a centelha da esperança de um futuro melhor para toda a família.

Atualmente, Sulamita cuida dos filhos e o marido vive de trabalhos temporários. O dinheiro que vem do Bolsa Família é usado para a alimentação. “O que não falta é amor. Não adianta ter o bolso cheio de dinheiro e não conseguir passar alegria e paz para os filhos”, opina. Os sonhos dela são, quase que inevitavelmente, projetados nos filhos. “Quero que sejam boas pessoas, em primeiro lugar, que Deus ajude a dar direção a eles, sejam cidadãos. Eu até poderia sonhar em um dia o Samuel ser médico, mas na verdade o sonho dele vai ser o meu sonho. O que ele quiser ser, estarei do lado dele torcendo”, revela.

Novos rumos

No distrito Vila Maria, em São Paulo, a ação do Criança Feliz está concentrada em duas comunidades: Baracela e Douglas Rodrigues – com 1,5 mil e 2,8 mil famílias, respectivamente. O coordenador do Serviço de Assistência Social à Família e Proteção Social Básica no Domicílio (SASF), Hamilton Faria, explica que o programa do governo federal é extremamente necessário para as famílias, não só do ponto de vista socioeducativo, como também socioeconômico. Com as visitas domiciliares, os profissionais falam e oferecem suporte sobre as políticas e serviços da rede nas áreas de assistência social, saúde, cultura, educação e direitos humanos.

Para o Criança Feliz, a família é reconhecida como centro da afetividade, do convívio, e a principal referência para o desenvolvimento e exercício da cidadania. “A gente percebe o quanto esse programa pode contribuir na parte da saúde, drogas, violência, oferecendo outros caminhos e a proteção social do Estado”, afirma Faria.

Geralmente, as famílias atendidas pelo programa são formadas por pessoas que viviam em situação de miséria em outras regiões e chegaram a São Paulo em busca de vida nova. Quando as primeiras visitas iniciaram, o principal questionamento era “o que vamos ganhar com isso?”. Com o tempo, vendo a evolução das crianças e tendo acesso a outras políticas públicas, a aceitação foi total. “Antes do Criança Feliz, nós víamos como essas famílias ficavam sem rumo, sem perspectiva. Não que o programa resolva tudo – porque não resolve sozinho –, mas ele leva informação às famílias, conforta e desperta novidades em lugares onde o crime muitas vezes predomina”, explica o coordenador.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, defende que a atenção aos primeiros anos de vida de uma criança pode mudar o seu destino para sempre. “Esse acompanhamento do programa Criança Feliz vai fazer com que elas se desenvolvam melhor e em um ambiente saudável”. Ainda segundo o ministro, estudos apontam que é nessa fase que os sistemas nervoso e imunológico se desenvolvem. “Com o cuidado adequado desde a barriga, essas crianças terão a chance de se tornarem adultos saudáveis tanto no aspecto físico, quanto no emocional. Para que o futuro deles sejam do jeito que as mães e pais sonham”, conclui.

Leia mais notícias sobre o programa no especial Semana da Criança

Especial – Criança Feliz (7/10/2019)

Saiba mais - Coordenado pelo Ministério da Cidadania por meio da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social, o Criança Feliz promove o desenvolvimento adequado na primeira infância, integrando ações nas áreas de saúde, assistência social, educação, justiça, cultura e direitos humanos. Até o momento, o programa está presente em 2.620 municípios brasileiros e já atendeu mais de 781 mil crianças e gestantes. No total, mais de 21,2 milhões de visitas domiciliares foram realizadas por cerca de 18,8 mil profissionais capacitados que orientam sobre o desenvolvimento das crianças de até três anos inseridas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e de até seis anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

*Por Diego Queijo

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania

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