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Famílias do Criança Feliz recebem orientações sobre câncer de mama

OUTUBRO ROSA

Numa articulação com a Secretaria de Saúde, visitadores de Registro (SP), criaram atividade que alertou as mães sobre a necessidade do autoexame e de outros cuidados
publicado  em 30/10/2019 12h12
Foto: Secretaria de Assistência Social de Registro

As mães e cuidadoras das 700 famílias atendidas pelo Programa Criança Feliz no município de Registro, em São Paulo, tiveram acesso a atividades especiais neste mês, que integrou Desenvolvimento Social e Saúde. Como parte das ações do Outubro Rosa, elas aprenderam sobre o câncer de mama e de colo do útero e a importância da adoção de medidas de prevenção às doenças.

Segundo a secretária de Nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano do Ministério da Cidadania, Ely Harasawa, responsável pela gestão do Criança Feliz, este é muito importante tipo de ação, que envolve outros temas que não diretamente o desenvolvimento infantil. “Promover a articulação de outras redes de atendimento – saúde, cultura, educação – é mais um eixo do programa”, explica.

“A proposta do Criança Feliz é também poder ajudar a família a se fortalecer para que ela tenha condições de promover o desenvolvimento da criança. A família muitas vezes está mais vulnerável porque vive situações de doença, da pessoa idosa, tem a questão da violência doméstica, de ter algum outro familiar que esteja envolvido com drogas. E isso certamente a desestabiliza. Ao adentrar na família, o cuidador se depara com uma série de situações e de dinâmicas familiares que lhe dá condições de aprofundar. Levar mais informação só ajuda”, complementa.

O encontro para falar do câncer de mama não foi o primeiro entre mães do Programa Criança Feliz promovido em Registro, que tem grande parte da população espalhada pela zona rural. Os seis Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do município têm realizado este tipo de evento mensalmente, sempre com um tema diferente.

De acordo com a diretora geral de Gestão e Assistência Social do município, Talita da Cruz Passos, a ideia de aproveitar o encontro mensal de mães para fazer a oficina “Outubro Rosa, um Toque Pela Vida”, veio dos visitadores do Criança Feliz do bairro do Agrochá, uma das comunidades mais vulneráveis da região.

Foi convidada uma enfermeira da Estratégia da Saúde da Família (ESF), do Ministério da Saúde, para falar com cerca de 60 mães e cuidadoras das crianças, pois, às vezes, é a avó, a tia, ou outra pessoa que cuida delas. “A ideia foi reuni-las em um café da tarde, para falar um pouquinho sobre a importância da prevenção, do cuidado com o corpo”, explica Talita. Na ocasião, as mulheres ficaram sabendo sobre a necessidade de se fazer a mamografia, de fazer o rastreamento a cada dois anos, pois estes exames podem identificar o câncer antes mesmo das pessoas terem os sintomas. E quanto mais cedo for identificado, maior são as chances de cura.

Segundo a visitadora Alice Trovó Santos, os encontros das famílias que recebem atenção do Criança Feliz nasceu da necessidade das próprias mães. “Elas já se conheciam e sentiam a necessidade de se reunir. Durante as reuniões elas costumam ficar muito caladas. É só no final, já na confraternização, que elas falam um pouco de si, das suas experiências. É muito gratificante.”, conclui a estudante de serviço social, que foi a primeira visitadora cadastrada no município.

O município de Registro aderiu ao Programa Criança Feliz em 2016. Inicialmente, o atendimento se destinaria a 500 famílias, mas o número foi ampliado, este ano, para 700. Ao todo, 25 visitadores fazem os atendimentos às mães e crianças da região.

Saiba mais
Até o momento, o programa está presente em 2.620 municípios brasileiros e já atendeu mais de 800 mil crianças e gestantes. No total, mais de 22,1 milhões de visitas domiciliares foram realizadas por cerca de 19 mil profissionais capacitados que orientam sobre o desenvolvimento das crianças de até três anos inseridas no Cadastro Único para programas sociais do governo federal e de até seis anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

*Por Roberta Ribeiro

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania

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