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Unidade do Exército na Amazônia vai investir R$ 17 milhões em alimentos da agricultura familiar

PAA

Aquisição contribui para dar melhores condições de vida aos pequenos produtores rurais
publicado  em 18/03/2019 11h43
Foto: Rafael Zart

Brasília – O Comando da 12ª Região Militar do Exército na Região Amazônica investirá R$ 17 milhões na aquisição de produtos da agricultura familiar. Serão comprados 56 tipos de alimentos, como carne, arroz, feijão, farinha, leite, macarrão, entre outros. A iniciativa contribui para impulsionar as pequenas produções e fornecer mais qualidade de vida aos trabalhadores rurais.

Para o secretário da Cooperativa Agropecuária Nova Amazônia (Coopana), Elizoneto Cardoso, a gama de oportunidades promovidas pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) “foi uma das melhores coisas que aconteceram nos últimos anos para a agricultura familiar”. Cardoso, que trabalha no cultivo de hortaliças, lembra que conseguiu aumentar a variedade de suas produções graças aos investimentos viabilizados pelo PAA. “A cada dia que passa, os agricultores ficam mais empenhados em fazer o seu melhor para entregar os alimentos. Hoje eles podem reformar suas casas, construir poços, comprar um meio de transporte, aumentar suas hortas, porque o retorno vai vir. Então, a qualidade de vida está espetacular”, relata.

Abastecimento – Pela modalidade compra institucional, a chamada pública atenderá mais de 15 mil militares, distribuídos em 27 Organizações Militares e 17 Pelotões Especiais de Fronteira das Guarnições do Comando Militar da Amazônia. Além disso, alimentará um efetivo de 8 mil pessoas que acompanham a Assistência Emergencial promovida pela Operação Acolhida – que realiza a interiorização de refugiados venezuelanos em situação de vulnerabilidade.

De acordo com o coordenador operacional adjunto da Força-Tarefa Logística Humanitária das Forças Armadas, coronel Georges Feres Kanaan, o PAA possibilita que as Forças Armadas colaborem para impulsionar a produção agrícola, em especial no caso da região do Amazonas, que ainda não possui uma agricultura capaz de competir no mercado. “Com essas compras, nós queremos incentivar os trabalhadores e ajudar a melhorar suas produções, compensando essa perda de competitividade com as demais regiões do país”, pontua.

A coordenadora geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do Ministério da Cidadania, Hetel Santos, reforça que quando órgãos públicos como o Exército adquirem alimentos da agricultura familiar ajudam no desenvolvimento de pequenos produtores. Ela chama a atenção para o impacto dessa chamada pública - R$ 17 milhões: “Essa é uma oportunidade gigantesca. É muito importante que os empreendimentos da agricultura familiar conheçam esse edital, leiam todas as especificações técnicas demandadas e façam uma boa proposta para participar”.

Trabalhadores de todo o país podem participar dessa chamada pública. O envio de propostas deve ser feito até o dia 28 de março.

Saiba Mais
Atualmente, a legislação determina que pelo menos 30% dos alimentos adquiridos para abastecer órgãos federais venham da agricultura familiar. As chamadas públicas abertas pelo país estão disponíveis no portal comprasagriculturafamiliar.gov.br.

Na modalidade Compra Institucional do PAA, cada agricultor pode vender até R$ 20 mil, por ano, para cada órgão comprador. Já para as cooperativas ou associações, o teto é de R$ 6 milhões por ano, por órgão comprador.

*Por Renata Garcia

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