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Criança Feliz: especialistas e pesquisadores internacionais acompanham visita domiciliar

DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Eles também participam, nestas terça (12) e quarta-feira (13), do Seminário Internacional da Primeira Infância, promovido pelo Ministério da Cidadania, em Brasília
publicado  em 11/03/2019 19h30
Foto: Clarice Castro

Novo Gama (GO) - Todas as semanas, Jéssica Chaves, de 20 anos, e o filho Enzo Gabriel, de 2 anos e 9 meses, recebem em casa a visitadora do Criança Feliz Luana Porto, na cidade de Novo Gama (GO). Nesta segunda-feira (11), eles ganharam a companhia de pesquisadores e especialistas internacionais em desenvolvimento infantil da Universidade de Toronto, no Canadá, da Fundação Bernard Van Leer e consultores do Criança Feliz. O objetivo do grupo é avaliar e aprender sobre o programa brasileiro - que já chegou a mais de 519 mil crianças e gestantes que participam do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Durante a visita, Jessica contou que o Criança Feliz transformou a relação em casa e que Enzo apresentou mudanças significativas de comportamento desde quando começou o trabalho, há um ano e meio. “Ele era muito tímido. Não se abria para ninguém, nem para outras crianças. Agora ele fala bem mais. Está se desenvolvendo, se desprendendo, tendo mais liberdade”.

O secretário Especial do Desenvolvimento Social, Lelo Coimbra, também acompanhou a visita e aponta que o programa, em pouco tempo, tem apoiado as famílias a projetarem um futuro melhor para os filhos. “É um acerto. As mães de classe média, com maior poder aquisitivo, podem colocar seus filhos em creches e na escola precocemente. As mães do Bolsa Família não têm essa opção, mas, com o Criança Feliz, conseguem a oportunidade para o pleno desenvolvimento das crianças”.

Para a equatoriana Cecília Vaca Jones, diretora de programas da Fundação Bernard Van Leer - instituição parceira do Criança Feliz - a superação da pobreza exige ações integradas e apostar na primeira infância é um caminho eficaz. “Somente as transferências de renda não resolvem o problema. Programas associados a visitas domiciliares podem realmente influenciar na mudança de vida desses bebês para que, no futuro, possam ter o retorno econômico e social que necessitamos para a sociedade”, constata.

A visitadora Luana Porto observa que o programa tem promovido o fortalecimento do vínculo entre os cuidadores e as crianças. “Há uma diferença enorme no desempenho e desenvolvimento dessas crianças. Em muitas famílias que acompanhamos, os pais não costumavam demonstrar afeto ao filho. Algo simples e que faz muita diferença”.

Para avançar mais, a doutora e pesquisadora da Universidade de Toronto Michal Perlman diz que é importante investir na capacitação dos visitadores. “O desenvolvimento profissional e o aporte teórico são necessários. As ações já demonstram que o programa tem um efeito importante na vida das famílias pobres e no desenvolvimento infantil. Agora, devemos aprimorá-lo para atinja os objetivos desejados”. O mesmo ponto é destacado pela assessora do China Development Research Foundation e consultora do Criança Feliz, Mary Young. “Precisamos aprofundar o tema e apoiar os visitadores para que possam ofertar um atendimento ainda melhor. No entanto, em muito pouco tempo o programa foi lançado e evoluiu muito”, conclui.

Veja aqui mais notícias sobre o Seminário Internacional da Primeira Infância

Seminário Internacional da Primeira Infância
Nestas terça (12) e quarta-feira (13), em Brasília, o mesmo grupo, unido a outros especialistas nacionais e internacionais em desenvolvimento infantil, discutem formas de ampliar e qualificar as ações do Criança Feliz. Eles participarão do Seminário Internacional da Primeira Infância – O Melhor Investimento para Desenvolver uma Nação, promovido pelo Ministério da Cidadania. Veja aqui a programação completa.

Saiba Mais
O Ministério da Cidadania coordena as ações do Criança Feliz por meio da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social. O programa integra as áreas da saúde, assistência social, educação, justiça, cultura e direitos humanos. Nas visitas semanais, técnicos capacitados orientam sobre o desenvolvimento das crianças de até três anos beneficiárias do Bolsa Família e de até seis anos que recebem o BPC. As gestantes também recebem atendimento.

*Por André Luiz Gomes

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