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Secretário de Prevenção e Cuidado às Drogas visita comunidade terapêutica em Goiás

ACOLHIMENTO

Dedicada a tratar a dependência química de acolhidos, instituição na Cidade Ocidental trabalha pela reinserção social de usuários de drogas
publicado  em 11/06/2019 21h34

Cidade Ocidental – Em uma área de aproximadamente 33 hectares, localizada na zona rural da Cidade Ocidental (GO), 120 homens entre 18 e 60 anos buscam a paz longe da dependência química. A comunidade terapêutica Salve a Si trabalha com foco na reinserção social saudável e na promoção de abstinência. O secretário de Prevenção e Cuidado às Drogas do Ministério da Cidadania, Quirino Cordeiro,  esteve na unidade que já acolheu mais de três mil dependentes em uma década de trabalho.

Durante a visita, o secretário de Prevenção e Cuidado às Drogas do Ministério da Cidadania, Quirino Cordeiro, ressaltou os esforços da pasta para o fortalecimento dessas unidades. “O governo federal está buscando desempenhar ações consistentes nessa área para que tenhamos um tratamento cada vez mais efetivo e de qualidade para as pessoas que apresentam dependência química”, declarou.

Além de ampliar o número de vagas financiadas em comunidades terapêuticas, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, assinou, no início deste ano, três portarias complementares: a primeira cria um cadastro de comunidades terapêuticas, com objetivo de mapeá-las e garantir um tratamento padronizado e de qualidade; a segunda trata do plano de fiscalização e monitoramento das entidades; e a terceira portaria institui a certificação de qualidade dos cursos de capacitação para profissionais que atuam nas comunidades. “É importante estarmos aqui, já que as comunidades terapêuticas passam a ser nossas parceiras na execução da política pública na área de cuidado à dependência química”, destacou Quirino, na visita à cidade goiana.

Reinserção - Com proposta de tratamento de seis meses a um ano, a instituição possui equipe multidisciplinar, composta por cerca de 20 pessoas que colaboram para acelerar o carro-chefe da comunidade terapêutica: a reinserção social saudável e digna dos acolhidos. “É um trabalho muito focado na reconquista de autonomia da pessoa humana, no desenvolvimento sociofamiliar e na aquisição de habilidades sociais para a retomada de vida na sociedade”, enfatizou o fundador da instituição, Henrique França. Com uma rotina pré-determinada de tarefas, todos os moradores cuidam da casa. As atividades curativas também envolvem cursos técnicos, cultivo de hortaliças, equoterapia, ioga, além de estímulo à espiritualidade.

Uma das formas de compreensão e enfrentamento à própria condição é por meio do diálogo. Voluntária na Salve a Si, Leidiane Ferreira usa de sua experiência pessoal de superação da dependência química para ajudar os acolhidos, por meio do aconselhamento. “A gente tenta tratá-los individualmente, olhar nos olhos e, na conversa, tenta encontrar dentro de toda sua trajetória a melhor maneira de ajudá-los. Nosso objetivo é contribuir para que eles construam uma nova maneira de viver, longe das drogas.”

Progresso - As atividades e terapias individuais e em grupo têm contribuído para avançar no tratamento, relatou o acolhido Aécio Sombra de Moura. Aos 38 anos, o cearense está completando seis meses de abstinência na Salve a Si. Um dos pontos mais altos da cura é a reaproximação com a mãe. “Estamos recuperando o amor que a gente tinha perdido”, contou, emocionado. O acolhido também relatou sua experiência na comunidade, na piscicultura. “Eu gosto de pescar. Quando cheguei aqui e vi o tanque de peixe me identifiquei. A gente aprende muito com o trabalho aqui a como lidar lá fora com a nossa doença, é o mais importante”.

Além de ser apresentado às instalações e ao trabalho desempenhado na comunidade, durante a visita o secretário Quirino Cordeiro viu uma apresentação de teatro dos acolhidos sobre os caminhos aos quais as drogas podem levar. O tratamento na Salve a Si consiste nas seguintes etapas: adaptação e desintoxicação; conscientização; introspecção e autoconhecimento; espiritualidade; prevenção à recaída; ressocialização; avaliação final; e pós-tratamento.

Secretário de Prevenção e Cuidado às Drogas visita comunidade terapêutica em Goiás

*Por Renata Garcia

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