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Governo federal lança campanha que incentiva a interiorização de refugiados venezuelanos

PARCERIA

Com apoio da Confederação Nacional dos Municípios, iniciativa vai estimular cidades brasileiras no acolhimento de imigrantes do país vizinho
publicado  em 09/04/2019 18h56
Foto: Clarice Castro

Brasília - O governo federal, juntamente com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), lançou nesta terça-feira (9), na XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a campanha Interiorização + Humana. A iniciativa tem ainda a parceria de agências das Nações Unidas que atuam em temas relacionados às migrações e aos refugiados. O objetivo é incentivar as cidades brasileiras a acolherem imigrantes venezuelanos.

O processo de transferência de imigrantes venezuelanos de Roraima para outras regiões do Brasil completou um ano no dia 5 de abril. Durante esse período, mais de 5,4 mil pessoas foram interiorizadas - um esforço conjunto entre o Ministério da Cidadania, as Forças Armadas e a Organização das Nações Unidas (ONU), com apoio de entidades da sociedade civil.

De acordo com a assessora especial de Assuntos de Imigração do Ministério da Cidadania, Niusarete Lima, o reforço da Confederação Nacional dos Municípios possibilitará um avanço ainda maior no atendimento aos refugiados venezuelanos. Qualquer número de pessoas que o município possa receber é importante, porque nós precisamos dar mais de qualidade de vida tanto para esses imigrantes que estão chegando como para a população de Roraima. Então, solicitamos que os municípios tenham essa sensibilidade e nos ajudem.”

Ajuda – Para o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Glademir Aroldi, é necessário que as prefeituras estendam a mão aos venezuelanos neste momento de dificuldade. “É uma questão humanitária e o movimento municipalista brasileiro não pode deixar de participar. Temos que incentivar. Acolher pessoas faz parte do nosso estilo, da nossa cultura”, salienta.

Prova disso é que a CNM contratou duas venezuelanas para trabalharem na instituição. Uma delas é Yuly Teran, de 48 anos, que veio para o país em busca de melhores condições de vida e está há quase dois anos sem ver os filhos. A imigrante já faz planos para um futuro próximo. “Trabalhar é um primeiro passo para reconstruir a vida. Agora, vamos sair da casa de acolhida, estabilizarmos profissionalmente e, depois, buscar a família”, planeja.

O coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic, ressaltou que a campanha é um passo significativo no acolhimento brasileiro aos imigrantes venezuelanos. “O envolvimento dos municípios nessa campanha é a chave para prover uma acolhida sustentável e eficiente. Os municípios são imprescindíveis como ponto de recepção, acolhimento e integração dos refugiados.”

Saiba Mais
Ao saírem de Boa Vista e chegarem a outras cidades brasileiras, os imigrantes recebem acolhimento de três a seis meses, alimentação e apoio para reinserção social em um trabalho conjunto entre governo federal, estados e municípios. Estima-se que quase 40% dos imigrantes interiorizados tiveram acesso ao mercado de trabalho.

*Por André Luiz Gomes.

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