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Venezuelanos são transferidos para municípios do Sul do país

ACOLHIMENTO

Ao lado de correspondentes da Imprensa internacional e de representantes da ONU, ministro Alberto Beltrame visita abrigos de Roraima e acompanha viagem de interiorização
publicado  em 25/09/2018 12h38

Boa Vista (RR) - O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, acompanhou nessa segunda-feira (24) o trabalho desenvolvido pelo governo federal nos abrigos para venezuelanos em Boa Vista (RR). Um deles foi o abrigo Rondon II, com capacidade de acolher até 645 pessoas. A visita contou com a presença de correspondentes da Imprensa internacional, além de representantes de agências ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU). A agenda continua nesta terça-feira (25), quando 230 venezuelanos serão encaminhados de Boa Vista para os municípios de Porto Alegre, Canoas, Esteio e Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, e Curitiba, no Paraná.

Segundo Beltrame, desde o início do processo de interiorização, as Forças Armadas e as entidades humanitárias têm sido grandes parceiras para o sucesso das ações do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). “Estamos vendo que é uma política acertada. O sucesso se dá na medida em que Estados e municípios estão dispostos a receber estrangeiros e acolhê-los adequadamente, reduzindo a pressão em Roraima e as tensões, possibilitando uma recomeço para esses venezuelanos”, disse.

A capital Boa Vista e Pacaraima, município na fronteira com a Venezuela, possuem hoje 12 abrigos com capacidade para atender cerca de 6 mil pessoas. Outra estrutura capaz de receber aproximadamente mil vagas será entregue em Boa Vista, em outubro.

De acordo com o coordenador operacional adjunto da Força Tarefa Logística Humanitária para o Estado de Roraima, coronel Georges Feres Kanaan, nesses locais, além de dormitórios e banheiros, são oferecidas três refeições diárias, atendimento médico e social. Ele também destacou a importância do processo de transferência dos venezuelanos para outros locais do país. “A interiorização é fator crítico de sucesso para toda a operação. O Estado não tem a capacidade de absorver essas pessoas, nem o  mercado de trabalho, o sistema de ensino e a rede hospitalar. Essa grande quantidade de pessoas é uma coisa inédita”, ressaltou.

Modelo - Para o oficial de Relações Institucionais do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) no Brasil, Pablo Mattos, a parceria com o Estado brasileiro em ações de proteção aos venezuelanos é positiva e coloca o Brasil como um modelo a ser seguido em toda a região. “A interiorização é uma estratégia para facilitar a integração, e esse é o desejo das pessoas. De se integrarem à sociedade brasileira e poder também contribuir e ter uma vida melhor”

A estimativa da ONU é de que mais de 1,6 milhão de pessoas tenham deixado
a Venezuela desde 2015. Dessas, 90% dirigiram-se a países sul-americanos. Os principais motivos alegados pelos venezuelanos são a insegurança e violência, somados à falta de acesso à comida, medicamentos e serviços essenciais.

Interiorização – Desde abril, 1.976 venezuelanos foram acolhidos em 11 municípios localizados em São Paulo, Amazonas, Mato Grosso Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraíba, Paraná e no Distrito Federal.

*Por Diego Queijo

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