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MDS e BNDES investirão na construção de cisternas na região da Amazônia

INCLUSÃO PRODUTIVA

Estimativa é de que mais de 33 mil pessoas de 23 reservas extrativistas tenham acesso à água de qualidade para consumo e produção de alimentos
publicado  em 06/09/2018 19h38

Brasília - O governo federal anunciou nesta quinta-feira (6), em Brasília, que serão investidos R$ 162 milhões por meio de um edital para a construção de cisternas na Amazônia. Mais de 33 mil pessoas de 23 reservas extrativistas localizadas no Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Rondônia receberão água de qualidade para consumo e produção de alimentos.  O investimento faz parte de um acordo assinado entre Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES).

Do total de recursos disponibilizados, R$ 146 milhões serão aplicados pelo Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, para a implementação das cisternas, que abrangem um sistema simplificado de captação, tratamento e armazenamento de água, associado a uma instalação sanitária domiciliar com fossa séptica. Os outros R$ 15,9 milhões serão aportados pelo MDS no fomento à inclusão produtiva rural, com o repasse de recursos não reembolsáveis no valor de R$ 2,4 mil por família, vinculado ao serviço de acompanhamento técnico por dois anos.

Presente no evento realizado no Palácio do Planalto, o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, ressaltou o caráter pioneiro da iniciativa. “Construiremos um modelo diferente de cisterna, acoplada a um modo sanitário, com o acompanhamento técnico por dois anos daquelas famílias da região, a fim de que elas consigam desenvolver uma agricultura sustentável”, disse.

“Parece contradição falar que estamos colocando água potável em um local com água tão abundante. Mas não estamos falando só de água, mas de inclusão produtiva, desenvolvimento econômico e sustentável”, observou Beltrame. A fala do ministro foi reforçada pelo presidente da República, Michel Temer. “Agora, as regiões mais vulneráveis ganham água potável, de qualidade. São famílias dispersas na Amazônia, que vivem em regiões remotas”.

Onde estão – Famílias de 22 municípios da Amazônia serão favorecidas com a medida. São 33,2 mil pessoas, sendo 1.838 no Acre, 819 no Amapá, 2.666 no Amazonas, 737 no Pará e 576 em Rondônia. A iniciativa faz parte do trabalho para cumprir três dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Erradicação da Pobreza; Fome Zero e Agricultura Sustentável; e Vida Terrestre.

A assinatura do Edital de Chamamento Público para a seleção das entidades da sociedade civil, que executarão os projetos contou também com a presença do ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, e do chefe do Departamento de Relacionamento com Governo do BNDES, Victor Burns.

*Por Márcia Zveiter

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