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Brasil e FAO renovam compromissos até 2019 e assinam plano estratégico

ACORDO

O documento alinha as prioridades do trabalho conjunto para os próximos meses, com temas como a cooperação Sul-Sul, nutrição, alimentação escolar e agricultura familiar
publicado  em 17/10/2018 18h12

Brasília – O Brasil continuará a compartilhar suas experiências de sucesso na área de segurança alimentar e nutricional e do combate ao sobrepeso e obesidade com países da América Latina e do Caribe. O governo federal e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) assinaram, nesta quarta-feira (17), em Roma, na Itália, um plano estratégico que alinha uma série de prioridades do trabalho conjunto para os próximos meses, com temas como a Cooperação Sul-Sul, nutrição, alimentação escolar e agricultura familiar.

O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, o diretor-geral da FAO, José Graziano, e o diretor da Agência Brasileira de Cooperação, embaixador Ruy Pereira, assinaram o protocolo de intenções. O encontro reuniu representantes do Ministério da Saúde, das Relações Exteriores e da sociedade civil brasileira.

Segundo Beltrame, a FAO é uma parceira antiga que auxilia o Brasil a atuar de maneira mais coordenada nessa cooperação. Para ele, o governo brasileiro possui diversas tecnologias sociais - como os programas Bolsa Família, de Aquisição de Alimentos (PAA) e Cisternas - que podem contribuir para o desenvolvimento de vários países.

Queremos deixar o legado de uma cooperação exitosa com a FAO e, portanto, a assinatura de um acordo nesse momento significa garantir a continuidade das ações que têm sido desenvolvidas com sucesso nessa parceira, especialmente na Cooperação Sul-Sul”, afirmou ele.

O documento assinado em Roma resultará em um acordo a ser formalizado pelo Brasil e pela FAO em novembro. No acordo, estarão firmados os compromissos financeiros a serem assumidos pelo país até meados de 2019, tornando a parceria ainda mais sólida.

“Hoje, reafirmamos nossa cooperação estratégica com o Brasil, para o presente e para o futuro. A FAO apoia e continuará apoiando o país a difundir suas tecnologias sociais e suas experiências bem-sucedidas mundo afora”, declarou José Graziano.

Agenda – Paralela à 45ª sessão do Comitê Mundial sobre Segurança Alimentar, que também ocorre em Roma, o governo brasileiro realizou a reunião Ambientes alimentares saudáveis e o contexto urbano: implementando os compromissos da década de ação das Nações Unidas sobre nutrição. A secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Lilian Rahal, apresentou as estratégias do Brasil para enfrentar a insegurança alimentar.

Com o objetivo de discutir a necessidade da construção de ambientes alimentares favoráveis para uma alimentação saudável, o encontro reuniu os seguintes participantes: o representante italiano, Andrea Pezzana; Francesco Branca, da Organização Mundial da Saúde; Ana Lartey, da FAO; Shenggen Fan, diretor-geral do Instituto Internacional de Pesquisas em Políticas Alimentares (IFPR); e Nicolas Bricas, representante do Painel Internacional de Especialistas em Sistemas Alimentares Sustentáveis (IPES-Food).

Na ocasião, Alberto Beltrame destacou algumas das ações promovidas pelo governo brasileiro, como a redução de sódio e açúcar nos produtos alimentícios industrializados e a taxação de xaropes para a produção de refrigerantes. “Existem várias iniciativas no Brasil para promover a alimentação e nutrição mais saudáveis. Todo um modelo tem sido incentivado por meio de políticas públicas, em parceria com a sociedade civil e o próprio setor privado. Além disso, temos feito avanços do ponto de vista regulatório, com várias iniciativas de sucesso no âmbito legislativo e a aprovação de leis definindo alguns critérios para melhorar a alimentação”, pontuou o ministro.

Ele também se reuniu com o embaixador do Brasil na Itália, Antônio Patriota, e o futuro secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o embaixador Francisco Ribeiro Telles, para tratar de possíveis acordos de cooperação entre o governo brasileiro e a entidade.

* Por Pamela Santos

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