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Beltrame visita venezuelanos acolhidos em Chapada, no Rio Grande do Sul

PROCESSO DE INTERIORIZAÇÃO

Município recebeu 52 imigrantes. Desse total, 20 já estão empregados e 26 crianças e adolescentes matriculados em escolas e creches
publicado  em 08/10/2018 19h31
Mauro Vieira/ MDS

Chapada (RS) - O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, vistoriou, nesta segunda-feira (8), as instalações do abrigo que recebeu 52 venezuelanos em Chapada, município no norte do Rio Grande do Sul. No fim de setembro, a cidade acolheu 10 famílias que vieram transferidas de Roraima, em busca de melhores condições de vida.

Do total de imigrantes que desembarcou no pequeno município com cerca de 9 mil habitantes, 26 são crianças e adolescentes que foram matriculados em escolas no período integral e em creches. Entre os adultos, 20 já estão empregados.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, a experiência de Chapada merece ser replicada em outros Estados e municípios do país, com o objetivo de oferecer melhores condições de vida a estas famílias. “Chapada é, sem dúvida, um exemplo a ser seguido por cidades do mesmo porte. A experiência aqui tem uma característica que a distingue de todas: em 10 dias de interiorização, quase a totalidade das pessoas em idade economicamente ativa estão empregadas”, afirmou o ministro.

De acordo com o prefeito do município, Carlos Catto, a agilidade na contratação das famílias pelas empresas se deve à importância que os habitantes de Chapada deram à causa. “Somos descendentes de imigrantes que vieram da Europa em uma situação complicada. Por isso, a  comunidade recebeu os venezuelanos de braços abertos”, contou Catto.

Parceria - Após entrevistar os venezuelanos, o diretor e presidente da Friolack - empresa de laticínios da região -, Délcio Giacomini, explicou porque contratou 16 pessoas. “Sabemos que todo imigrante tem dificuldade para encontrar emprego, trabalho, e às vezes é discriminado. Aqui, acreditamos no ser humano, seja ele de diferente nacionalidade ou religião”, destacou.

Emerys Urbina, de 36 anos, trabalhava como administradora em 5 empresas na Venezuela. A decisão de deixar o país ocorreu depois que viu as economias de 7 anos serem gastas somente com material escolar. Em Chapada, ela foi contratada pela Friolack e já vê a vida melhorar. “Desde o primeiro dia que eu fiquei aqui, tudo tem dado certo. Meus filhos, em 5 dias, já estão estudando e há 7 dias consegui uma entrevista de trabalho. Então eu acho que tudo vai ficar bem, porque começamos muito bem”, ressaltou a mãe de três filhos.

A filha dela, Misahely Balza, de 16 anos, também se sente acolhida na escola. “Estou muito feliz aqui. São muito legais. Eu me sinto muito bem com eles, que dividem isso comigo. Nós rimos, fazemos brincadeiras, é muito tranquilo. Me sinto em casa, como lá”, revelou.

Ampliação - O ministro ainda se reuniu com os prefeitos de Sarandi, Nova Boa Vista, Liberato Salzano e Coqueiros do Sul para analisar a possibilidade de ampliar a oferta de vagas para os venezuelanos na região. Até o momento, 2.328 imigrantes foram interiorizados para oito Estados e o Distrito Federal.

A iniciativa conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), da Organização Internacional para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

*Por André Luiz Gomes


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