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Venezuelanos são acolhidos e melhoram de vida no Brasil

INTERIORIZAÇÃO

Iniciativa do governo federal já transferiu cerca de 3 mil venezuelanos para 23 municípios brasileiros, além do DF
publicado  em 21/11/2018 15h38
Exibir carrossel de imagens Foto: Rafael Zart/MDS O venezuelano Gilmenson José Espinosa

O venezuelano Gilmenson José Espinosa

Brasília – Começar a vida do zero em outro país não é nada fácil. Mas a venezuelana Jormary Valero, de 22 anos, está vencendo o desafio com sucesso. Há 3 meses, ela foi contratada como recepcionista na Bali Veículos - concessionária de Brasília - e conseguiu alugar uma casa onde mora agora com o marido, a filha de 4 anos e o irmão, no Paranoá, região administrativa do Distrito Federal. “A vaga era para homens. Eu disse ‘quero trabalhar e sei falar mais ou menos o Português’. Eles me chamaram e estou muito feliz”, explica Jormary.

Depois de viajar 5 dias de ônibus, vindo de Portuguesa, na Venezuela, para Boa Vista, em Roraima, ela e sua família passaram dias difíceis dormindo na rua, até irem para um dos abrigos do governo federal na cidade. Após 8 meses em Boa Vista, conseguiram a oportunidade de serem transferidos para Brasília, em uma das etapas de interiorização dos imigrantes.

De acordo com Jormary a vida está melhorando aos poucos e uma das melhores notícias veio com essa contratação. Além do emprego, a atendente também teve ajuda dos colegas para fazer a mudança da casa nova. “São pessoas muito boas, acolhedoras. Eles ajudaram muito para eu me mudar, conseguiram tudo, não tenho como agradecer”, revela.

Brasília recebeu 50 venezuelanos no processo de interiorização dos imigrantes. Gilmenson José Espinosa, de 42 anos, também trouxe a família toda para a cidade e, segundo ele, finalmente, os momentos difíceis da travessia ficaram para trás. Trabalhador de uma petrolífera venezuelana por 7 anos, agora ele atua como mecânico de automóveis na Bali.

“Aqui me sinto muito bem, o ambiente de trabalho e os companheiros são maravilhosos. Somos uma família”, considera. Sobre o futuro da família, o mecânico é categórico. “Não quero voltar. O que nós queremos é ter um lugar, uma casa e nos mantermos unidos”, afirma com esperança.

O diretor da concessionária de Brasília, Hildelmar Antônio Fernandez, conta que ficou emocionado ao ver que sua equipe acolheu muito bem os novos colegas. “É claro que esperávamos que eles fossem bem recebidos, mas foi além da expectativa. As pessoas realmente os acolheram, ajudando inclusive a montar a casa, com cama, cobertor, geladeira, cada um deu uma parte. Foi muito bacana”, lembra.

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Operação - O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) apoia a Operação Acolhida, iniciativa do governo federal que recebe os venezuelanos no Brasil. O órgão é responsável pela gestão de todos os abrigos e coordenação do subcomitê que atua no processo de transferência dos imigrantes das cidades de fronteira para outros Estados brasileiros.

Segundo a assessora especial de Assuntos de Imigração do MDS, Niusarete Lima, os resultados dessa interiorização têm sido surpreendentes: dos venezuelanos que participaram do processo, cerca de 30 a 40% já trabalham com emprego formal e mais de 50% deles em vagas informais.

“A sociedade dos municípios para onde estamos levando essas pessoas tem os recebido muito bem. Inclusive se surpreendendo com a capacidade e  força de vontade dos imigrantes para serem inseridos no mercado de trabalho”, avalia Niusarete.

Até agora, cerca de 3 mil venezuelanos foram acolhidos em 23 municípios dos seguintes Estados: Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal. 

A iniciativa conta com o apoio do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), da Organização Internacional para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

*Por Pamela Santos

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