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Cisternas garantem o acesso à água na zona rural do Distrito Federal

ACESSO À ÁGUA

Cerca de 140 unidades estão sendo construídas para famílias de baixa renda que sofrem dificuldades de abastecimento
publicado  em 27/11/2018 14h37
Exibir carrossel de imagens Foto: Clarice Castro/MDS

Brasília - Para ter água onde mora, a dona Odarinéia Alves da Silva, de 57 anos, dependia de carro pipa. Ela precisava pagar R$ 30 para ter dois mil litros que enchiam os tambores da casa – dinheiro que fazia falta no orçamento composto, exclusivamente, pelo benefício de R$ 140 do Programa Bolsa Família. A situação poderia estar associada ao Semiárido nordestino, mas se repetia até o último mês no assentamento Primeiro de Julho, na zona rural da cidade de São Sebastião, no Distrito Federal. “Antes, a gente não tinha nada. Ficava até uma semana sem tomar banho. A gente tinha água só para lavar o rosto e os pés”, lembra.

Dona Odarinéia e a filha Heloísa Alves dos Santos, de 12 anos, são a primeira família na capital federal a receber uma cisterna de placas de cimento entregue pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Cerca de 140 reservatórios com capacidade para armazenar 16 mil litros de água captada da chuva estão sendo construídos em propriedades de famílias extremamente pobres do campo em sete assentamentos isolados do grande centro. A previsão é de que todas as unidades estejam finalizadas até dezembro.

Por viver tanto tempo sem água, a agricultora demorou a acreditar na conquista. Hoje, ela já faz planos e está construindo um galinheiro “Depois que a cisterna chegou, a gente melhorou bastante. Já plantei pé de acerola, manga e pimenta – coisas que a gente vende para a cidade. A água é tudo. Se não tiver água, a gente não vive. Agora é só alegria”, conta, feliz, Odarinéia.

Progresso – O produtor rural Manoel Amâncio de Souza também é um dos beneficiários do Programa Cisternas. Além de ter água para beber, Manoel aprendeu a construir os reservatórios a partir da parceria entre MDS, a Cáritas Brasileira e o Governo do Distrito Federal. Ele pretende continuar na nova profissão e dar sequência à produção. “Meu plano para o futuro é ter pelo menos uns três e fazer uma irrigação para plantar horta”, anuncia.

O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, ressalta que o governo federal já entregou mais de 1,3 milhão reservatórios para captação de água da chuva no Semiárido, na região Norte e no Sul do país. Ele destaca que o MDS tem fechado parcerias para entregar cisternas em todas as regiões do país. Além dos pequenos agricultores, tribos indígenas da etnia Guarani e Kaiowá também estão sendo beneficiadas. Para Beltrame, o acesso à água é essencial para que as famílias superem a pobreza. “Acesso à água é acesso à qualidade de vida. E não é somente o Semiárido que sofre com isso. Também o Distrito Federal tem problemas graves de acesso à água para beber e para produção em algumas regiões rurais. Certamente serão pessoas que melhorarão de vida”, ressalta.

Saiba mais
A cisterna para consumo humano é projetada para suprir necessidades básicas (beber, cozinhar e higiene pessoal) de uma família de até cinco pessoas por oito meses. É uma tecnologia social – um conhecimento desenvolvido e compartilhado na própria comunidade –, simples e de baixo custo, que capta a água da chuva. Trata-se de um reservatório de alvenaria que armazena a água da chuva captada por um sistema de calhas interligado a ela, instalado no telhado.

O Programa Cisternas também apoia a construção de tecnologias sociais de acesso à água para ampliar as condições das famílias agricultoras produzirem alimentos para o autoconsumo e para a comercialização de excedentes em feiras locais ou nos programas de compras institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Assim, a alimentação fica mais diversificada e com maior qualidade nutricional e a comercialização de excedentes gera renda para essas famílias. São apoiadas várias tecnologias, com destaque para a cisterna calçadão e a cisterna de enxurradas, ambas com capacidade de armazenar 52 mil litros.

Por André Luiz Gomes

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