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Tecnologias de irrigação e microaçudes mudam a vida de agricultores familiares no RS

ACESSO À ÁGUA

Programa Cisternas beneficiará 2,7 mil famílias em 69 municípios gaúchos
publicado  em 26/03/2018 15h11
Foto: Emater/RS

Brasília – “Ter o açude em casa é a realização de um sonho”. Este é o sentimento da agricultora  Nair Tavares da Silva, de 57 anos, ao falar sobre o microaçude que recebeu há menos de um ano em sua propriedade, em Palmitinho (RS), município com aproximadamente 7 mil habitantes.

A tecnologia social de acesso à água foi construída por meio do Programa Cisternas, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), em parceria com o governo do Estado do Rio Grande do Sul. Dona Nair contou que, antes do microaçude, era bem difícil manter as verduras e hortaliças fresquinhas. “Meu irmão e eu buscávamos a água, com balde, em um açude perto de casa. Fizemos isso por quase 40 anos”.

Hoje, além do sistema de irrigação, ela utiliza a tecnologia para piscicultura, o que fez a renda da família aumentar com a venda dos peixes. Para dona Nair, ter água em casa é um privilégio. “Agora consigo irrigar minha plantação e produzir peixes. Foi uma bênção porque nunca mais precisarei buscar água em outro lugar”.

A agricultora é uma das 2,7 mil famílias que serão contempladas com kits de irrigação e microaçudes para piscicultura em 69 municípios gaúchos com baixos índices de desenvolvimento humano.

Ao todo, serão construídos 1.080 microaçudes com sistema de irrigação,  540 microaçudes para piscicultura e 1.080 cisternas com sistema de irrigação. Até o momento foram construídos 818 microaçudes com kits de irrigação. No Rio Grande do Sul, o investimento total é de R$ 26,2 milhões, sendo R$ 24,9 milhões do Programa Cisternas e R$ 1,3 milhão de contrapartida do governo estadual.

Para o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, garantir o acesso da população de baixa renda à água para produção e promover a segurança alimentar e nutricional são fundamentais para que as famílias permaneçam no campo e saiam da pobreza.

“Com a construção dos microaçudes, a pequena propriedade se torna ainda mais viável e o agricultor tem a oportunidade de aumentar sua renda. Assim, ele não precisará abandonar a propriedade. Estamos construindo microaçudes, sistemas para piscicultura e cisternas não só para irrigação, mas também para as escolas rurais no Rio Grande do Sul que necessitam de água”, destacou.   

O coordenador do Programa Segunda Água da Emater no Rio Grande do Sul, Rogério Mazzardo, explicou que o trabalho da entidade vai além da construção da tecnologia. Segundo ele, também são oferecidos qualidade de vida e cuidado com a saúde para as famílias contempladas.

“O benefício que este reservatório de água oferece, seja para criação ou para consumo, é enorme porque fazemos um outro trabalho que vai além da água ao qualificar a alimentação dessas famílias e melhorar a questão de saúde”, afirmou. 

Saiba mais
O Programa Cisternas tem como objetivo a promoção do acesso à água para o consumo humano e produção de alimentos, o que garante a segurança alimentar e nutricional das famílias mais pobres. A iniciativa é do MDS em parceria com Estados, consórcios públicos de municípios e entidades privadas sem fins lucrativos. São implementadas tecnologias sociais de acesso à água em regiões com escassez hídrica ou falta regular de água.

*Por Carolina Graziadei

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