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Representantes do legislativo e da academia participam do último painel da conferência

DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Debate destacou que investir nos primeiros anos de vida é pensar no futuro das famílias mais vulneráveis e do país
publicado  em 21/03/2018 20h32
Foto: Mauro Vieira/MDS

Brasília - O último painel da Conferência Internacional da Primeira Infância mostrou que investir no desenvolvimento integral nos primeiros anos de vida é pensar no futuro das famílias mais vulneráveis e do país. No debate desta quarta-feira (21), legislativo e academia concordaram em um ponto: evidências científicas atreladas às políticas públicas garantem a continuidade dos programas.

No painel Olhando para o futuro, o senador José Medeiros, da Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância, lembrou o comprometimento dos legisladores com o tema. Mesmo em partidos diferentes, todos participaram dos debates para a aprovação do Marco Legal da Primeira Infância, que estabeleceu princípios e diretrizes para a formulação e a implementação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento infantil.

 "Vimos acontecer algo inédito no Congresso Nacional: todos trabalhando juntos para aprovar o Marco Legal. E o Criança Feliz é resultado disso. Para o futuro, precisamos transformar o programa em uma política de Estado. O grande programa de segurança pública está no Criança Feliz ", ressaltou o senador.

 No âmbito científico, o diretor do Instituto do Cérebro (InsCer) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Jaderson Costa da Costa, destacou o papel do Criança Feliz no futuro das crianças brasileiras e no desenvolvimento humano. Para ele, sempre que as políticas públicas forem baseadas em ciência, há menos chances de erros.

"O futuro da nação vai depender dessa relação de políticas públicas orientadas, crianças cuidadas, orientadores com formação adequada e tudo dentro de evidências científicas. A ciência tem que estar de braços dados com as políticas públicas", avaliou o diretor.

 Ainda segundo Costa, ao estimular a criança acontece não apenas o desenvolvimento dela, mas também do cuidador, por isso o Criança Feliz é tão importante. "O cuidador ganha tanto quanto o cuidado. Isso ativa algumas áreas do cérebro que geram o bem-estar, o que é muito importante", explicou.

 Mediador do painel, o secretário Nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano, Halim Girade, destacou a importância do debate "Temos na mesa pessoas que dominam o assunto. Foi importante ver que o senador está comprometido com a primeira infância e quer ampliar o programa. Também podemos ouvir do Jaderson o quanto o estímulo precoce muda a vida de toda a família", afirmou Girade.

 A consultora do Criança Feliz no Tocantins Gildene Carvalho gostou das discussões. Mãe de uma menina de 5 anos de idade, ela tem certeza de que a primeira infância é um período decisivo. "O Brasil deu um salto muito grande quando estabeleceu o Marco Legal da Primeira Infância e o Criança Feliz, independentemente de governo, vai se firmar. Sou mãe e sei que é nessa fase que você tem que se dedicar, ter todo o cuidado e os investimentos necessários para que essa criança tenha um futuro adequado".

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 Conferência – Promovida pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Conferência Internacional da Primeira Infância terminou nesta quarta-feira (21), em Brasília.

No encontro, foram apresentadas experiências públicas e privadas de países da América Latina, além de pesquisas desenvolvidas em países como o Canadá, Austrália e Brasil. Entre os participantes, estiveram chefes de Estado, empresários, organizações não governamentais, cientistas de renome internacional e gestores públicos de todo o país e do exterior.

Conferência Internacional da Primeira Infância (20 e 21/03/2018)

*Por Pamela Santos

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