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Mulheres são protagonistas nos programas do MDS

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, conheça a história de mulheres que desempenham papel fundamental em diversas ações do Ministério do Desenvolvimento Social
publicado  em 08/03/2018 12h15
Foto: Divulgação

Brasília - “Tem gente que nem acredita que faço este tipo de trabalho por ser muito pesado, mas tenho orgulho de ser quem eu sou. Se não produzimos, as pessoas não têm alimentos saudáveis em casa”. É com a firmeza de quem domina a profissão que a agricultora familiar Fátima Maria de Souza, 48 anos, de Americana (SP), fala sobre seu trabalho. As frutas e hortaliças orgânicas produzidas pela cooperativa são adquiridas pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) que destina os alimentos para escolas, creches e entidades sociais no município.

“É um ciclo em que todos saem ganhando: o governo nos ajuda comprando os nossos produtos e as crianças mantêm uma alimentação saudável na escola”, destaca.  Além do trabalho no campo, Fátima Maria ainda acha tempo para os cuidados com a casa e a família. É um exemplo de mulher multitarefa, assim como milhões de outras que enfrentam desafios no dia a dia e, mesmo assim, desempenham papel fundamental na sociedade. Mulheres que buscam igualdade, lutam por direitos e que ainda precisam superar muitas barreiras.

Seja na cidade ou no campo, o protagonismo feminino nos programas sociais merece destaque. Para o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, as mulheres têm uma sensibilidade maior na área social e estão ocupando cada vez mais espaço em todos os postos. “Com as mulheres tendo este protagonismo, teremos um mundo pacífico, onde as pessoas terão mais cuidado uns com os outros. Acredito que estamos indo no rumo de uma humanidade cada vez melhor com a participação ainda mais ativa das mulheres”.

É com esta sensibilidade que Jéssica Lucindo dos Santos, 26 anos, realiza seu trabalho na área social. Há quase um ano,  ela é uma das três visitadoras do Programa Criança Feliz no pequeno município de Pacatuba (SE). A tarefa de orientar as famílias mais pobres sobre a melhor maneira de estimular o desenvolvimento integral das crianças é um orgulho para a jovem. Ao todo, 32 crianças e três gestantes fazem parte de sua rotina de visitas semanais.  Jéssica, que tem o desejo de ser mãe, conta que não imaginava que ações simples - como brincar e ler contos, ainda na barriga da mãe – poderiam influenciar o futuro dos pequenos.

"Hoje, só colhemos coisas boas. Sei que, ao chegar na escola, a criança estará mais esperta e isso é muito gratificante, a gente fica numa felicidade só", conta.  Para continuar a colher estes frutos, os estímulos devem ser frequentes e o papel da família é essencial. Para ela, ver as mães e os pais realizando as tarefas com seus filhos é o que mais me dá satisfação. "Quando se trata de criança a gente precisa ter um olharzinho a mais. Acho bem importante o papel dos pais no futuro dos filhos, e me sinto agradecida por fazer parte de uma grande evolução na vida destas famílias", revela. 

Quem compartilha da mesma sensação de dever cumprido é a assistente social Mariana Torres Behr, 37 anos. Ajudar pessoas que se encontram em vulnerabilidade social é uma das tarefas que ela desempenha há 13 anos. Em todos esses anos, Mariana atuou em serviços com idosos, em hospitais e também com os adolescentes que cumpriam medidas socioeducativas em meio aberto e suas famílias. Com a experiência, percebeu que o seu papel como assistente social era de fortalecer o indivíduo através do diálogo e da escuta. “O poder de ouvir o outro é um instrumento poderosíssimo, de transformação da sociedade, pois a partir daí construímos o respeito mútuo.”

Atualmente, Mariana trabalha na coordenação de medidas em meio aberto na Secretaria de Estado de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude do Distrito Federal. Há três anos, criou um projeto com foco nos trabalhadores do Sistema Socioeducativo do DF, que atuam com os jovens e suas famílias, para que os profissionais possam fortalecer ainda mais a relação de diálogo entre eles. Segundo ela, essa é parte fundamental para o processo de mudança. “A melhor forma de exercer o meu papel como assistente social e contribuir para o empoderamento das mulheres que procuram a rede socioassistencial, é colaborar para que elas se sintam respeitadas ao contarem suas histórias e que tenham pessoas dispostas a ouvir e colaborar para sua transformação.”

E esse empoderamento também representa a estudante Domingas Torres Lima, 25 anos. Moradora de Floresta do Piauí (PI), a jovem passou por inúmeras dificuldades, mas nunca desistiu de seus sonhos. Mãe aos 19 anos, seu viu sozinha com o bebê e, graças ao benefício do Bolsa Família conseguiu complementar sua renda. Começou a trabalhar na sorveteria de sua tia na cidade e, paralelamente, cursar a faculdade de Educação Física. Com o esforço, surgiu a oportunidade de abrir o próprio negócio. “Arrumei o fornecedor de sorvete, ele me confiou em vender os produtos e pagar em 30 dias, aí foi indo aos poucos”, lembra emocionada.

Com a nova realidade, Domingas fez questão de pedir o desligamento do Bolsa Família, dando oportunidade para que outras pessoas recebam o benefício. Com o sucesso do seu empreendimento, há seis meses abriu uma filial da sorveteria no município de Campinas do Piauí (PI). A nova empresária conta, com voz embargada, que a inspiração para nunca desistir dos seus sonhos veio de sua mãe e avó. “Tenho muito orgulho da mulher que eu sou por causa delas. Quero ser um exemplo para os meus filhos. Ao terminar os estudos irei cursar outra faculdade”.  Domingas, que agora é mãe de dois filhos, deseja ser administradora de empresas e sonha em dar um futuro muito melhor para eles. “Tem horas que me pergunto como consigo fazer tudo ao mesmo tempo. Não é fácil, já pensei muitas vezes em desistir, mas quando eu penso no futuro dos meus filhos e que quero ter uma profissão, tudo vale a pena”, conclui. 

Saiba mais:
* No Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), 47% dos agricultores familiares são mulheres.

* No Sistema Único de Assistência Social (Suas), 82% dos trabalhadores dos Centros de Referência de Assistência Social são mulheres. Já nos Centros de Referência Especializado de Assistência Social, 81%.

* Em fevereiro de 2018, 14,08 milhões de famílias foram beneficiárias do Programa Bolsa Família. Destas, 91% dos responsáveis familiares são mulheres, ou seja: 12,013 milhões.

*Por Carolina Graziadei

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