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Investimentos apoiam redução de desigualdades sociais na primeira infância

DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Durante painel da Conferência Internacional da Primeira Infância, foram discutidos os resultados alcançados nas políticas públicas
publicado  em 20/03/2018 21h25

Brasília – Investir em políticas públicas voltadas para a primeira infância é a garantia de avançar no desenvolvimento humano do país. Esta é a conclusão apresentada, nesta terça-feira (20), por representantes da Colômbia, Equador e Uruguai. Eles participam da Conferência Internacional da Primeira Infância, em Brasília.

No debate “O Alcance do Investimento na Promoção do Desenvolvimento Integral na Primeira Infância: Construindo Fundamentos mais Duradouros”, a diretora dos Centros Infantis do Bem Viver do Equador, Lucía María de la Peña, disse que há uma sintonia entre os países da América Latina na busca por ações que promovam o desenvolvimento integral da criança e que reduzam as desigualdades sociais.

“A primeira infância é uma prioridade para os nossos países. Não estamos falando somente da criança. Este pequeno ser é um reflexo da família e de suas necessidades”, destacou.

Atualmente, no Equador, cerca de 1,6 milhão de crianças têm menos de 5 anos. Dessas, mais de 500 mil fazem parte de algum programa social voltado à primeira infância. Um deles é a Misión Ternura, como é conhecido o programa de desenvolvimento infantil equatoriano, que faz o acompanhamento domiciliar das famílias mais vulneráveis, semelhante ao que ocorre no Criança Feliz.

“Quando falamos em investimentos na primeira infância, estamos falando em redução da pobreza e até mesmo da extrema pobreza, o que reflete no futuro da nossa sociedade”, destacou.

Estratégias – O diretor do programa de desenvolvimento infantil Uruguay Crece Contigo, Pablo Mazzini, defende que o período até os três anos de idade é o que mais deve receber investimentos. Naquele país, foi necessário criar estratégias para a redução da pobreza extrema e a desnutrição infantil.

Com a criação do programa em 2012, o governo uruguaio viu a necessidade de reorientar a receita para os gastos sociais. “Devemos contribuir para criar um sistema de proteção da primeira infância com o objetivo de garantir o desenvolvimento integral das crianças do ponto de vista dos direitos”, afirmou.

O Uruguay Crece Contigo já atinge 47% das crianças até três anos de idade em situação de vulnerabilidade. Segundo Mazzini, a expectativa é universalizar o atendimento do programa até 2021.

Já a experiência colombiana de atenção integrada voltada ao desenvolvimento infantil começa desde a gravidez. O programa De cero a siempre foi apresentado pela conselheira presidencial para a Primeira Infância, María Cristina Trujillo de Muñoz, que destacou a importância da integração das ações do governo, com instituições privadas e apoio da sociedade civil. “Temos que garantir essa a atenção integral. É nosso dever fazer com que essa criança nasça em segurança e tenha seus direitos já garantidos pela lei”.

A conselheira presidencial ainda apontou a necessidade de mensurar os resultados para adequar o atendimento conforme as demandas das famílias. “Nenhuma política pública é construída sem o acompanhamento e a avaliação dos resultados. Só assim é possível avançar e aperfeiçoar as ações”, explicou. Na Colômbia, 1,2 milhão de crianças são atendidas pelo De cero a siempre.

Referência – No Brasil, um dos programas que serviu de modelo para a implementação do Criança Feliz foi o Primeira Infância Melhor, do Rio Grande do Sul, que já acompanha as famílias mais pobres há 15 anos.

A secretária de Desenvolvimento Social, Trabalho, do Rio Grande do Sul, Maria Helena Sartori, acompanhou o painel e destacou que o investimento no desenvolvimento infantil “não é em vão”. “Se apostarmos na criança, estaremos formando um cidadão melhor. Isso já é constatado pela nossa rede de ensino, que nota uma evolução no rendimento das crianças acompanhadas pelos visitadores ”, contou.

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Conferência – Promovida pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Conferência Internacional da Primeira Infância começou nesta terça-feira (20) e segue até esta quarta-feira (21), em Brasília. No encontro, serão apresentadas experiências públicas e privadas de países como Argentina, Chile, México e Uruguai.

Entre os participantes, estão chefes de Estado, empresários, organizações não governamentais, estudiosos de renome internacional e gestores públicos de todo o país.

Conferência Internacional da Primeira Infância (20/03/2018)

*Por André Luiz Gomes

  

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