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Ações intersetoriais são a chave para garantir efetividade de programas

PRIMEIRA INFÂNCIA

No primeiro painel da Conferência Internacional da Primeira Infância, países latino-americanos apresentaram suas experiências e debateram formas de aumentar o alcance de iniciativas
publicado  em 20/03/2018 15h58
Foto: Rafael Zart/MDS

Brasília – Como conseguir que as políticas públicas e programas de primeira infância alcancem as famílias que mais precisam? Essa foi a pergunta que o primeiro debate da Conferência Internacional da Primeira Infância tentou responder.

No painel O desafio da Escala em Políticas e Programas, representantes do México, Argentina, Peru e Paraguai foram categóricos ao dizer que a participação conjunta das diferentes esferas do governo, sociedade civil, setor privado, academia e organizações não governamentais é a chave para que as políticas públicas cheguem até as famílias mais vulneráveis e cumpram seu papel de garantir o desenvolvimento infantil com equidade.

O diretor de qualidade e Inovação do Centro de Desenvolvimento Infantil da Frente Popular Terra e Liberdade (Cendi), Bernardo Aguilar Montiel, afirmou que a decisão de levar a escala para os programas é econômica. Ele atua em uma das ações de primeira infância mais importantes do México, o Cendi. Os centros atendem crianças de 0 a 6 anos que vivem nas comunidades mais pobres e vulneráveis.

“A decisão de escalar o programa é econômica, que requer valorizar a população. Para isso, é preciso reconhecer quais são os benefícios do desenvolvimento do cérebro nos primeiros mil dias e como isso pode construir uma sociedade mais saudável “, destacou.

O subsecretário de Direitos da Infância, Adolescência e Família do Ministério de Desenvolvimento Social da Argentina, Roberto Candiano, destacou os diferenciais do Plano Nacional de Primeira Infância. O trabalho conjunto envolve seis ministérios.

O programa do país vizinho trabalha com visitas domiciliares – assim como o Criança Feliz –, e aposta numa abordagem completa.

“Nossa primeira ação é um diagnóstico da família. A partir daí, elaboramos um plano de trabalho não só com as crianças, mas também com todos os adultos que convivem com ela”, explicou, completando que ainda são promovidas conversas com as comunidades nos bairros. “Nessas situações, as mulheres se sentem mais à vontade para falar”.

Este também foi um fator apontado como importante na experiência peruana. A vice-ministro do Desenvolvimento Social do país, Maria Eugênia Mujica, apresentou o Cuna Mais e a Política Nacional de Desenvolvimento e Inclusão Social do Peru. Maria reiterou a força do trabalho integrado, além de enfatizar o papel da família e da comunidade nos primeiros mil dias de vida.

“Nossa estratégia de crescimento tem foco em parcerias, inclusive com outros programas sociais. É um trabalho que o Estado não pode fazer sozinho. Estamos sempre buscando apoio do setor privado, da academia e da sociedade”.

A vice-ministra de Saúde Pública do Ministério da Saúde Pública e Bem Estar Social, Maria Teresa Baran Wasilchuck, gestora do Paraguay Creciendo Juntos, explicou que o programa tem foco principal na saúde para melhorar, principalmente, o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças.

O aprofundamento na articulação com outras áreas é o desafio para promover o avanço das ações.

“Queremos aprender com outros países. Esses relatos aqui são todos muito significativos. Hoje estamos trabalhando com um projeto e queremos que ele se torne uma política pública”, disse.

Repercussão – O debate sobre a intersetorialidade chamou a atenção do público para as ações de primeira infância que estão sendo desenvolvidas no Brasil, como o Criança Feliz.

A conselheira do Mãe Coruja Pernambucana, Ana Elizabeth Lima, falou que a experiência de Pernambuco e do Brasil precisa reverberar por todo mundo.

“As ações intersetoriais e integradas de primeira infância precisam ser divulgadas. O Mãe Coruja faz isso desde 2007. É muito interessante ver outros países que também estão fazendo isso".

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Conferência – Promovida pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Conferência Internacional da Primeira Infância começou nesta terça-feira (20) e segue até esta quarta-feira (21), em Brasília. No encontro, serão apresentadas experiências públicas e privadas de países como Argentina, Chile, México e Uruguai.

Entre os participantes, estão chefes de Estado, empresários, organizações não governamentais, estudiosos de renome internacional e gestores públicos de todo o país.

Conferência Internacional da Primeira Infância (20/03/2018)


*Por Pamela Santos

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