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Olhar Social: a importância do acolhimento socioassistencial para famílias isoladas

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Trabalho realizado com dedicação nos pontos mais distantes do Brasil representa o compromisso com a população mais vulnerável
publicado  em 26/06/2018 16h04
Fotos: Mauro Vieira/MDS

Muaná (PA) – Viver isolado em uma floresta pode trazer grandes dificuldades. Situações que já são difíceis de lidar na cidade ficam ainda mais desafiadoras, como as enfrentadas por Tatiane Ferreira. Ela precisou de ajuda logo após uma cesárea, com um filho doente e a família passando fome. Foi nesse contexto de fragilidade física e emocional que a equipe itinerante de Assistência Social do município de Muaná, no Pará, encontrou a moradora. Após muita dedicação e trabalho, os profissionais vão contornando as adversidades e resgatando a cidadania e os direitos dessa família ribeirinha.

A história começa às margens do Rio Jaratuba, região do Alto Atuá, na Ilha de Marajó. Tatiane morava com o marido, Hélio dos Santos, e os dois filhos, um deles recém-nascido, em uma “casa de farinha”, espaço utilizado para o processamento da raiz da mandioca, inapropriado para moradia. O local ficava a seis horas de barco do centro da cidade. Com a saúde fragilizada pela cesariana e em meio à entressafra do açaí e do palmito na região, a fome bateu à porta da família. “É muito triste ver uma pessoa passar fome, principalmente uma criança que chora”, relata a mãe.

As faltas do filho mais velho às aulas por causa das crises de asma e pela dificuldade de chegar até à escola geraram um descumprimento de condicionalidade do programa Bolsa Família na área de Educação. Por isso, o cartão do benefício foi bloqueado. “Não tinha dinheiro para ir a lugar nenhum, aí fiquei esperando a sorte para tentar desbloquear”, conta ela. Foi quando, de barco, a assistência chegou.

Transformando realidades

“Não importa qual é o seu trabalho, faça-o como se dele dependesse o mundo.” A frase estampa a camiseta do profissional da Assistência Social Wilker Oliveira e de toda a equipe itinerante do município. Um grupo que mostra que é possível, sim, transformar realidades como a de Tatiane.

“Quando eles chegaram foi a salvação. Trouxeram uma cesta básica e fizeram umas perguntas para mim. Aí, tudo mudou bastante porque desbloquearam o cartão e conseguimos comprar as coisas da gente direitinho”, narra a beneficiária. A aplicação do questionário integra o parecer social, uma das atividades promovidas pela equipe.

A partir daí, a rede socioassistencial também foi acionada para tratar os problemas de saúde da família. De lá pra cá, a mulher, o marido e os filhos passaram a viver de forma mais digna e também deixaram a “casa de farinha”.

Motivação - Acompanhar o resultado desse trabalho é o que move o profissional da Assistência Social. “Para quem não conhece a assistência, eu diria que é um trabalho sem igual. É muito estimulante poder chegar à comunidade e tentar amenizar um pouco os problemas, porque sabemos das dificuldades que a população tem para ir até a cidade, para comprar as coisas. Então faço com muito amor”, revela o profissional.

O mesmo sentimento de dever cumprido é reconhecido pela secretária nacional de Assistência Social, Carminha Brant. “Toda vez que conseguimos produzir resultados, e isso em qualquer política pública, aumenta também a nossa autoestima como profissional”, afirma ela.

Em municípios do Norte do Brasil, com vasta zona rural e todas as dificuldades da Região Amazônica, muitas populações são privadas de seus direitos sociais e uma série de bens e serviços. De acordo com a secretária, o isolamento torna parte dessas famílias invisíveis para o poder público. Por isso, a importância do trabalho desenvolvido pelas equipes itinerantes e do olhar social para a realidade das comunidades.

“A história de Tatiana é um exemplo bem sucedido, onde a Assistência Social conseguiu ir para o território, identificar a família, acolher, escutar sua história, observar suas condições de vida e depois ofertar o direito à renda, melhorando a qualidade de vida”, elogia Carminha.

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*Reportagem especial Diego Queijo

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