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Entrevistadores da avaliação de impacto do Criança Feliz recebem capacitação

DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Ao todo, 30 municípios de seis Estados brasileiros foram selecionados para participar da pesquisa. O projeto vai avaliar e monitorar o programa até 2020
publicado  em 13/06/2018 14h39
Foto: Rafael Zart/MDS

Brasília – O Criança Feliz entra agora em uma nova fase. O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) iniciou a capacitação de cerca de 60 entrevistadores que coletarão dados sobre as famílias beneficiárias do programa. Ao todo, 30 municípios de seis Estados brasileiros foram selecionados para participar da pesquisa que vai avaliar e monitorar as ações até 2020. É por meio dessa avaliação que serão detectados os resultados das orientações que crianças e familiares vêm recebendo dos visitadores.

A capacitação dos entrevistadores da pesquisa começou nesta segunda-feira (11) e vai até a próxima sexta-feira (15), em Brasília (DF). O treinamento é uma etapa preparatória para a primeira visita de campo da avaliação de impacto do Criança Feliz, prevista para iniciar no segundo semestre de 2018. A estimativa dos pesquisadores é que cada equipe faça a coleta de dados nos Estados entre 45 e 60 dias.

Para o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, a avaliação do programa dará um panorama completo do seu efeito na vida dos brasileiros. “Nós teremos uma grande base de dados, talvez o maior recorte do mundo, com uma amostra que nos permitirá dizer qual é a efetividade do Criança Feliz, bem como o seu impacto no futuro e desenvolvimento dessas crianças”, explicou o Beltrame.

Segundo o secretário de Avaliação e Gestão da Informação  - área que coordena a pesquisa no MDS -, Vinícius Botelho, a pesquisa também vai contribuir para o embasamento científico das ações. “Evidências científicas demonstram que programas voltados para o desenvolvimento infantil ainda na primeira infância têm importância decisiva na vida adulta daqueles que são atendidos. A partir dessa avaliação, será possível o aprimoramento das ações para que elas produzam ainda mais resultados positivos”, destacou ele.

Metodologia - A pesquisa da avaliação de impacto do Criança Feliz é fruto de uma parceria entre o MDS e a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal - instituição que atua em iniciativas voltadas à primeira infância -, com a participação da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Sob a coordenação do médico epidemiologista e cientista brasileiro Cesar Victora, a equipe da universidade será responsável pelo desenho da metodologia da pesquisa.  

Iná Santos, professora da UFPEL, explicou que os entrevistadores vão coletar dados de características das famílias, como informações demográficas, sobre a saúde das mães, condições de nascimento dos bebês e hábitos de vida.  “A capacitação dessa semana é para orientar acerca da aplicação do questionário, que chamamos de ‘avaliação de linha de base’. A ferramenta nos ajudará a identificar o efeito do programa no desenvolvimento infantil”, esclareceu a professora.

Na opinião da pesquisadora e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Letícia dos Santos, o projeto terá uma grande repercussão nacional, “pois o Criança Feliz é muito relevante para as famílias brasileiras”. Ela coordena a equipe que entrevistará famílias baianas e também as do Estado de Goiás, composta por oito entrevistadores e duas supervisoras. “Vamos ajudar na padronização das informações e as supervisoras vão a campo coletar dados e garantir que toda a atividade seja desenvolvida de acordo com o previsto no projeto”, ressaltou.

A expectativa do MDS é acompanhar 4.250 famílias dos municípios participantes, consolidando o projeto como a maior pesquisa de avaliação de impacto de um programa de primeira infância já realizada no mundo.

Saiba mais
O Criança Feliz ampliou a rede de atenção e cuidado integral para a primeira infância. O programa vem demostrando que pequenos cuidados ajudam a reduzir desigualdades sociais e geram muito mais oportunidades no futuro. Semanalmente, visitadores levam às famílias orientações sobre a melhor maneira de estimular o desenvolvimento das crianças.

Até o momento, 2.691 municípios aderiram ao programa e em 2.093 deles as visitas domiciliares já começaram. A ações são voltadas às gestantes e crianças beneficiárias do programa Bolsa Família de até 3 anos, e àquelas de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). São 296.472 pessoas, entre crianças e gestantes, acompanhadas semanalmente.

*Por Pamela Santos

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