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Principal desafio do Criança Feliz no futuro é ampliar atendimento por todo Brasil

DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Ministro defende que programa se consolide como política de Estado. “O desenvolvimento infantil é o melhor investimento que uma sociedade pode fazer”, afirma
publicado  em 05/07/2018 11h59
Rafael Zart/ MDS

Brasília – Com muito cuidado, Jadernilson Felipe da Silva Santos, de 2 anos, empilha as canecas coloridas oferecidas pela visitadora do Criança Feliz. A atividade parece simples, mas tem um grande impacto no desenvolvimento da coordenação motora do pequeno, além de ajudá-lo na identificação das cores. A família de Jadernilson mora em Maruim - no estado de Sergipe -, um dos primeiros municípios do país a iniciar as visitas do programa.

A mãe Dayane da Silva Santos, 25 anos, está grávida de quatro meses e tem uma outra filha mais velha, Laiane Mirele Santos Silva, que vai completar 4 anos. Quando se lembra dos primeiros anos da filha, ela lamenta por não ter estimulado a menina da mesma maneira. Com o apoio do Criança Feliz, a mãe entendeu a importância do desenvolvimento das crianças ainda na primeira infância. Agora com o novo bebê, afirma que não irá perder tempo.

Em quase um ano de visitas, Dayane percebe a evolução de Jadernilson e a mudança que o Criança Feliz fez em sua vida. “O programa é importante para mim porque aprendi mais. Com a minha primeira filha eu não sabia nada, e acho que ela não sabe muita coisa por isso. O Jadernilson é mais esperto porque tem esse projeto”, conta a beneficiária.



Desafios para o futuro
Assim como o filho de Dayane, mais de 311 mil crianças e gestantes são acompanhadas semanalmente pelo Criança Feliz em todo Brasil. O programa comemora 1 ano de visitas domiciliares e agora tem o desafio de alcançar ainda mais crianças pelo país. Na opinião do ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, o Brasil deveria incorporar o Criança Feliz como um patrimônio.

“O desenvolvimento infantil é o melhor investimento que uma sociedade pode fazer para pensar e traçar seu futuro. Nosso desafio é ampliar as visitas, atingir a meta de 700 mil crianças atendidas ainda em 2018 e projetar a ideia de que o programa se consolide como uma política de Estado”, defende Beltrame.

Parceira do Criança Feliz, a Fundação Bernard Van Leer, com sede na Holanda, tem atuado junto ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) em pesquisas e capacitações voltadas para a primeira infância. Segundo o representante da fundação na América Latina, Leonardo Yánez, a rápida expansão do programa é um recorde mundial. Ele também projeta as principais dificuldades para os próximos anos.

“Acredito que, em todo mundo, outro país não tenha atingido os números que o programa  alcançou em menos de um ano. Entre os grandes desafios futuros, podemos citar a consolidação de um orçamento público em todos os níveis de governo e a implementação de um sistema eficiente de monitoramento e avaliação dos processos”, avalia Yánez.

Outra aliada do programa é a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, que trabalha ao lado do MDS desde as primeiras reuniões na concepção do Criança Feliz. De acordo com o diretor de Conhecimento da entidade, Eduardo Marino, a iniciativa do governo federal preenche uma lacuna muito importante no Brasil que é a atenção focalizada para famílias que estão em vulnerabilidade social.

“O desafio para qualquer política pública no Brasil é o período de transição de governo. Eu acredito que o programa avançou muito neste primeiro ano de implantação, tem gerado resultados com uma capilaridade muito importante”, considera o diretor.

Saiba Mais
Em todo o Brasil, cerca de 2.140 municípios já iniciaram as visitas domiciliares do Criança Feliz. O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) coordena as ações do programa que integram as áreas de Saúde, Assistência Social, Educação, Justiça, Cultura e direitos humanos.

Semanalmente, os visitadores orientam as famílias sobre como estimular e desenvolver integralmente as crianças por meio de atividades como conversas e brincadeiras. São atendidas crianças de até 3 anos beneficiárias do programa Bolsa Família, e de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

*Por Pamela Santos

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