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Olhar Social: serviço de proteção à família fortalece comunidade quilombola

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Trabalho desenvolvido pela Assistência Social leva cidadania e garantia de direitos a quem mais precisa
publicado  em 03/07/2018 15h32
Mauro Vireira/ MDS

Moju (PA) - É com as mãos calejadas e muita disposição que Manoel Trindade trabalha na roça para tirar o sustento da família. O açaí e a mandioca são praticamente suas únicas fontes de renda. Vivendo distante da cidade, uma das maiores dificuldades dele, da esposa Claudiane Freitas e dos quatro filhos era ir até o centro de atendimento da Assistência Social quando preciso. Mas a realidade começou a mudar a partir do momento em que a equipe de busca ativa levou até a casa da família os principais serviços socioassistenciais do governo federal, como o de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF).

Manoel vive isolado em meio à floresta na comunidade quilombola Sítio Bosque, em Moju, no Pará. Quando a equipe chegou, foram identificadas as necessidades e dificuldades do casal. A partir daí, eles foram acolhidos e passaram a receber o benefício do Bolsa Família e as visitas do Criança Feliz, melhorando a qualidade de vida. “Sempre tivemos muita dificuldade para sobreviver, a chegada dos atendimentos deixou tudo um pouco mais fácil”, comenta o pai.

Cidadania e proteção social
O PAIF é o principal serviço da proteção social básica. O objetivo das ações promovidas pelo atendimento é fortalecer e apoiar as famílias, prevenir situações de vulnerabilidade e possibilitar o acesso a benefícios e a autonomia de cada pessoa. Quem atende a família de Manoel e Claudiane é a assistente social e descendente de quilombolas Ana Cristina Santana.

Segundo ela, o acolhimento funciona de acordo com as necessidades de cada grupo familiar para garantir cidadania. “Como aqui é uma área bastante extensa, nós é que vamos até eles. Isso é importante porque quando levamos um direito os moradores se sentem valorizados. A vulnerabilidade existe em qualquer parte, mas os quilombolas sofreram com discriminação por muito tempo. Levar e garantir esses direitos beneficia toda a comunidade”, explica ela.

Ao todo, o Sítio Bosque abriga 87 famílias. Um dos líderes comunitários, Valmir Natividade, destaca a importância do trabalho social desenvolvido com base no respeito, no conhecimento e na compreensão da realidade e das relações familiares.

“Cada comunidade é uma realidade. Mas quando há respeito, há também o reconhecimento por parte do usuário. Para nós, a aproximação com a sociedade é relevante, porque precisamos nos unir, nos agregar cada vez mais para buscar nossos sonhos, objetivos e as políticas que nos afirmam enquanto povo tradicional”, enfatiza.

A secretária nacional de Assistência Social, Carminha Brant, defende a importância do papel do atendimento socioassistencial. Segundo ela, é preciso sempre levar em consideração o ambiente da família para que os resultados sejam melhores e ajudem na superação da pobreza. “Essas comunidades não podem estar desligadas dos serviços e benefícios que são direitos de todos os brasileiros. Esse trabalho é uma forma de garantir, mais do que tudo, igualdade”, afirma.

*Reportagem especial Diego Queijo

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