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Criança Feliz garante o desenvolvimento das crianças e fortalece os vínculos nas famílias

PRIMEIRA INFÂNCIA

Para impulsionar os bons resultados, municípios ampliam o acompanhamento das crianças maiores de três anos por meio do Serviço de Convivência
publicado  em 03/07/2018 12h24
Rafael Zart/ MDS

Maruim (SE) – Com um sorriso largo e os brinquedos na mão. É assim que o pequeno Neilton Nicolas Silva, de 2 anos, recebe toda semana a visitadora do Criança Feliz. Há quase um ano, ele participa do programa em Maruim (SE), cidade distante a quase 30 quilômetros da capital, Aracaju. Nicolas mora com a bisavó, Maria Terezinha da Paz Silva, de 69 anos. Enquanto se recuperava do uso de drogas, Daniela, a mãe dele, pediu para que a avó cuidasse do filho.

“Minha vó, para mim, significa tudo. Ela aceitou o programa e foi depois disso que ele se desenvolveu. Nicolas conversava pouquinho e, agora, já fala muita coisa”, conta a mãe, orgulhosa. Maria viu no programa uma oportunidade de ajudar o bisneto. Nicolas teve seu desenvolvimento prejudicado devido à falta de estímulos logo que nasceu. Durante muito tempo, ele não falava, nem andava. Mas, com o apoio do Criança Feliz, o menino se transformou em uma criança sorridente e brincalhona.

A bisavó conta que o pequeno é a grande alegria da casa e é só elogios às novas habilidades do bisneto. “Ele era muito preso, mas hoje está desenvolvendo muita coisa. Ele me chama para brincar com a bolinha. Para mim, está uma beleza e eu penso que o futuro dele será muito bom”, afirma Maria.Ele era muito preso, mas hoje está desenvolvendo muita coisa. Para mim, está uma beleza e eu penso que o futuro dele será muito bom”, afirma Maria Terezinha, bisavó de Neilton, de 2 anos.

Evolução – O trabalho da visitadora Walkyria Dias Calazans, 34 anos, é intenso na casa da família Silva. Com brincadeiras de encaixar as formas geométricas em uma caixinha e desenhar, a visitadora orientou Maria em como exercitar as habilidades do bisneto. O vínculo do menino com a mãe também teve a atenção da visitadora. Para Walkyria, a evolução de Nicolas foi grande e sua qualidade de vida está melhorando a cada visita.

“Quando comecei a trabalhar com o Nicolas foi pesado, mas ele está bem melhor do que era, apesar de ainda ter dificuldades. Até o convívio da mãe com ele e a família está melhor depois que nós começamos o programa”, explica a visitadora.

Intersetorialidade – As visitas domiciliares do Criança Feliz completam um ano com a adesão de mais de 2,1 mil munícipios. Maruim foi uma das primeiras cidades a pôr em prática os encontros semanais das visitadoras com as famílias. Para ampliar o atendimento, o município criou uma sala de convivência e fortalecimento de vínculos para as crianças maiores de três anos que foram desligadas do programa.

A coordenadora do serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos de Maruim, Cleide Fernandes dos Santos, conta que a sala kids recebe cerca de 40 crianças, duas vezes por semana. Para ela, o espaço auxilia as crianças a continuarem o acompanhamento pelo Sistema Único de Assistência Social (Suas).

“A necessidade da sala veio quando as crianças do programa começaram a atingir os três anos. Então, vimos a importância de atendê-las no serviço de convivência. Precisávamos receber essas crianças da melhor forma possível, em um lugar agradável, no qual elas se sentissem confortáveis. Agora, com a satisfação das mães, vejo os resultados”, avalia Cleide.

O Comitê Gestor Interministerial do Criança Feliz, formado pelos ministérios do Desenvolvimento Social, da Justiça e Cidadania, da Saúde, da Educação e da Cultura, recomenda que os munícios deem continuidade ao atendimento das crianças do programa. Segundo a secretária nacional substituta de Promoção do Desenvolvimento Humano do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Ely Harasawa, a integração das políticas públicas permite o atendimento por completo do cidadão e o Criança Feliz está colaborando com esse trabalho. “Esse é um outro pilar do programa: articular os serviços e políticas existentes para que esse atendimento possa ser ampliado, mais completo e que o cidadão continue a ser atendido. Nós, do Comitê, estamos trabalhando para levar até o território as políticas e a integração dessas políticas”, reforça Ely.

Adequação - A diretora de Proteção Básica do MDS, Renata Ferreira, destaca que, assim como Maruim, todos os municípios estão se adequando às novas metodologias de trabalho do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. As novas regras foram feitas de forma integrada com o programa Criança Feliz. “Essa adequação é para que os serviços de convivência de até seis anos possam ofertar um atendimento qualificado às crianças, considerando que é um espaço de interação entre famílias, troca de experiências, lúdico e que fortalece a parentalidade nas famílias”.

Em um trabalho conjunto entre MDS e Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, alguns municípios foram escolhidos para que todo o trabalho de implantação das novas metodologias do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos seja acompanhado de perto.

Saiba Mais
Com o foco na primeira infância, o Criança Feliz ampliou a rede de atenção e cuidado integral das crianças. Com brincadeiras simples e brinquedos feitos em casa, os visitadores domiciliares orientam as famílias sobre a melhor forma de estimular os filhos. De acordo com estudos científicos, são os cuidados na primeira infância que permitem com que as crianças quebrem o ciclo de pobreza e tenham mais oportunidade no futuro.

Em todo o Brasil, o programa acompanha semanalmente 311,8 mil famílias. São crianças com até 3 anos beneficiárias do Programa Bolsa Família e aquelas de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada, o BPC.

Veja também:

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*Por Pamela Santos

Atendimento do Criança Feliz completa um ano (02/07/2018)

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