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Cisternas escolares mudam a vida de 506 mil estudantes no Semiárido

AGRICULTURA FAMILIAR

Até agora, 5.954 tecnologias foram construídas em dez Estados
publicado  em 06/07/2018 10h51
Divulgação/MDS

Brasília - Maria de Fátima da Costa conhece bem o poder transformador da água. Desde criança, a sertaneja sente na pele os efeitos da seca. Como professora, ensina aos alunos o valor desse bem tão precioso. E a comunidade da escola municipal Maria Cardoso de Almeida, na zona rural do município de São Bentinho (PB), também sabe a importância de ter acesso à água de qualidade.  Há um ano e meio, a escola foi uma das 5.954 no Brasil que receberam a tecnologia de cisterna, beneficiando 506 mil estudantes.

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e executado em parceria com Estados, consórcios públicos de municípios e entidades privadas sem fins lucrativos, o programa oferece água para consumo humano, produção de alimentos das famílias do campo e escolas.

A professora lembra que o reservatório era de apenas 500 litros e que a água era utilizada somente para limpeza, por não ser de boa qualidade. Por muito tempo, os funcionários traziam, no lombo de jumentos, baldes de água do rio. Agora, a cisterna de 52 mil litros oferece água para manter o funcionamento da escola por até oito meses.  Orgulhosa, Maria de Fátima fala sobre o poder transformador da água não só na escola, mas em toda a comunidade.

“As cisternas nas escolas do campo são uma riqueza. Traz o reservatório, mas também o conhecimento, trabalhando uma educação contextualizada, de valorização da biodiversidade e tem ajudado muito a fortalecer as famílias”, diz a professora. Ela reforça que a existência da escola na zona rural incentiva os pais a não deixarem o local, garantindo a produção de alimentos e renda. “Ter a tecnologia fortalece a comunidade escolar e mantém as famílias no campo. Com isso, há garantia da produção de alimentos.”

Água de qualidade, educação também - O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Aparecida, no Alto Sertão paraibano, atua em 28 municípios e implementou 229 tecnologias em escolas rurais da região.  Em parceria com o MDS, também foram instaladas mais de 11 mil cisternas de primeira água.

A coordenadora Maria Aparecida de Souza conta que a cisterna vai além de oferecer água de qualidade para os alunos e funciona como elemento pedagógico de ensino. “A qualidade do ensino está diretamente ligada à qualidade da água oferecida pela escola. Se tenho água boa, terei uma merenda escolar melhor, até a própria higiene do ambiente será melhor. A cisterna tem o objetivo de não só oferecer água, ela é um elemento transformador para os alunos.”     

A tecnologia de cisternas beneficia mais de 506 mil alunos em dez Estados do Semiárido brasileiro, de 5,9 mil escolas rurais. Nos últimos anos, o programa atendeu 1,3 milhão de famílias com cisternas de primeira água (para consumo humano) e 190 mil para produção de alimentos, a chamada segunda água, somando 1 milhão de tecnologias executadas. O valor repassado pelo governo federal para a construção das cisternas este ano é de R$ 30,5 milhões.

Para o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, além de oferecer água de qualidade para o consumo, a tecnologia também promove o cuidado com a saúde das crianças. “Água é vida. Ter o acesso à água própria para o consumo melhora o rendimento escolar e possibilita que as crianças frequentem a escola com mais qualidade, do que uma escola que não tenha água”, reforça.

Beltrame afirma ainda que o programa muda a vida das famílias sertanejas. “A tecnologia é uma revolução, talvez um dos melhores custo-benefício de investimento do governo federal na melhoria da qualidade de vida das pessoas, do ensino e da possibilidade de desenvolvimento sustentável para essas crianças que estão nas escolas beneficiadas”.                 

Saiba Mais:
O Programa Cisternas tem como objetivo promover o acesso à água para consumo humano (chamado de 1º água), para a produção de alimentos de famílias de baixa renda que sofrem com a seca ou falta regular de acesso à água (2º água), e água nas escolas, garantindo a segurança alimentar e nutricional das pessoas beneficiadas.

 *Por Carolina Graziadei

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