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Atendimento do Criança Feliz a quilombolas e ribeirinhos respeita cultura local

DESENVOLVIMENTO SOCIAL

Atenção à primeira infância em comunidades tradicionais requer cuidados específicos do programa que já está em cerca de 2.140 municípios brasileiros
publicado  em 04/07/2018 12h22
Rafael Zart/MDS

Brasília – Na casa de Cleide dos Santos Nascimento, de 36 anos, a vida tem mudado para melhor. Sempre ocupada com os afazeres domésticos e com a roça, ela tinha pouco tempo para cuidar dos filhos. Mas essa realidade está se transformando desde que, há quase 1 ano, a família começou a ser acompanhada pelo Criança Feliz.

Moradora do Quilombo Passagem Comprida, em Bom Jesus - cidade com pouco mais de 9 mil habitantes no agreste do Rio Grande do Norte -, Cleide é mãe de 3 crianças. Seu filho mais novo, Janilson dos Santos de 2 anos, é quem recebe o atendimento do Criança Feliz, sob o olhar atento dos outros irmãos. “Agora está tudo diferente, porque antes eu não tinha um tempo dedicado aos meus filhos. Com a atividade que a visitadora deixa, eu começo a brincar com eles. Eu achei bom esse programa”, revela a mãe.

Acostumada com a vida na roça, a dona de casa conta que tudo tem sido novidade. A visitadora ensina exercícios com cantigas de roda, cores e orienta até tarefas de casa para que Cleide cante e estimule mais o desenvolvimento dos pequenos. A quilombola explica que o programa possibilitou a ela se aproximar das crianças. “Agora percebi que eles prestam mais atenção em mim. Eu sei que é porque estou dando uma atenção que não dava antes”, ressalta.

O trabalho do Criança Feliz também promove o resgate da cultura da família de Cleide. A supervisora do programa em Bom Jesus, Roseane dos Santos Silva, explica que outras 3 famílias do Quilombo Passagem Comprida também recebem as visitas. “A gente estimula os pais, os cuidadores, para que eles contem as histórias da comunidade, repassem as cantigas e os costumes dos avós, mostrando como eram as brincadeiras de antigamente para valorizar mesmo a questão da tradição”, descreve a supervisora.

Atendimento qualificado
A ribeirinha Auderlene de Nazaré Alves, de 34 anos, é um exemplo de beneficiária que recebe o atendimento integral do Criança Feliz. Ela mora em Careiro da Várzea, no Amazonas, onde 95% do munícipio é coberto por várzea, o que dificulta o acesso a serviços públicos básicos. O menor de seus 5 filhos, Carlos Guilherme Alves, de 2 anos, é quem participa da iniciativa do governo federal. “Eu tenho dado mais atenção aos meus filhos, cuidado bem deles e eu estou feliz”, afirma a mãe ao avaliar os resultados das visitas.

Graças ao encaminhamento do Criança Feliz, Auderlene frequenta as aulas em uma escola com Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Eu até voltei a estudar agora. Ainda estou terminando o ensino fundamental, mas é melhor do que nada”, conta orgulhosa.

Na opinião da secretária nacional substituta de Promoção do Desenvolvimento Humano, Ely Harasawa, ter um visitador que conheça a fundo a comunidade na qual ele está atuando é muito importante para que as famílias recebam a abordagem mais adequada às suas necessidades.

“Respeitar os valores e a cultura dos beneficiários é fundamental para que o visitador consiga criar um vínculo de confiança e executar o seu trabalho. Assim, ele auxilia cada família para que ela possa cuidar e estimular o desenvolvimento dos seus filhos”, reforça Ely.

Saiba Mais
O Criança Feliz completa 1 ano de programa com mais de 13 mil visitadores. Semanalmente, eles atendem crianças de até 3 anos beneficiárias do programa Bolsa Família, e de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). São mais de 311 mil crianças e grávidas atendidas por todo o país em cerca de 2.140 municípios.

O papel do visitador é essencial, pois é ele quem traça um diagnóstico de toda a família. As orientações repassadas auxiliam os pais a estimularem o desenvolvimento dos seus filhos já nos primeiros anos de vida, contribuindo para que eles cheguem à escola com melhores condições de aprendizado e tenham oportunidades de uma vida melhor.

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*Por Pamela Santos

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